A tal da planilha
Qual funcionará melhor com você? Não sei, mas dou umas ideias!
_____
Chegando agora no Tostão? Aqui indico por onde começar a investir, e tenho ainda um glossário aos perdidos nas siglas e expressões!
_____
Como já disse em outro post, o 1º passo pra tomar as rédeas de suas finanças é ter uma planilha. É primordial criar — e manter em dia — um registro de seus custos, gastos e investimentos. É bom também ficar atento se não está ultrapassando as margens que pensou para suas comprinhas e etc.
Começar uma planilha, no entanto, pode provocar talvez o mesmo terror de uma página limpa num escritor iniciante. Aquele monte de quadradinhos torna-se um muro, que vai caindo e lhe esmagando em tijolos de dúvidas: Qual o tipo de planilha? O que inserir? Como atualizá-la?
Felizmente tanto para Windows quanto para MacOS existem o Excel (via Office) e o Numbers. O pacote da Microsoft é pago; já o da Apple é gratuito. Além deles existe ainda a opção online do Google Planilhas, também grátis.
Todos eles possuem modelos para facilitar a criação de orçamentos numa planilha bonita, não um monte infinito de caixinhas em preto e branco. Os modelos são como refeições pré-prontas que podem ganhar tempero a gosto. Tem até uma aula no Universo Discreto para o Google Planilhas.
São várias opções, mas vou tentar te guiar a fazer uma planilha básica e bem aproveitável. Vamos nessa?

Começando…
A primeira sugestão, como indiquei, é começar com um modelo de planilha voltado para orçamentos domésticos, e não de trabalhos específicos: isso ajuda não apenas a ter um formato adequado como também com as fórmulas.
A segunda sugestão é quanto à organização da planilha, que sugiro dividir em 04 partes básicas: o que sai, o que entra, o que se aplica e o restante.
O ideal é que cada item seja anotado separadamente em suas categorias ou (de preferência) por empresa/item — exemplo: Transporte ou Uber/99 e abaixo Ônibus. E, claro, o valor na coluna ao lado para ao final de cada parte ficar o total dela, somado automaticamente via fórmula (se não souber, os modelos ajudam).
Ah, não caia na roubada de achar que não precisa anotar aquelas coisinhas pequenas, porque já diz o ditado: de grão em grão a galinha enche o papo. Queremos que a galinha seja sua conta bancária, não suas dívidas, correto? Os pequenos gastos, especialmente os rotineiros, somam-se e mostram uma cara menos simpática ao final do ano.
Entrada
Tudo que você vai receber, exceto ganhos em suas aplicações (explico ao final). Entram na conta tanto o seu salário quanto a renda extra que conseguiu no mês. Anote aqui também outros pagamentos que estiver para receber no mesmo período.
Cuidado, porém, com entradas ainda não garantidas! Pra estas sugiro colocar a descrição e o valor junto, mas não ao lado na coluna de valores. Assim você se lembrará do que lhe devem, sem que seu valor seja somado aos ganhos.
Saída
Todos itens de seu custo de vida básico + pagamentos e compras eventuais.
Ponha aqui os custos com transporte (incluindo manutenção do carro, se for o caso), energia, água, etc, além dos serviços que não consegue viver sem (telefone, streamings de mídia…). Mais abaixo as compras e pagamentos não-recorrentes: daquele chaveiro novo ao conserto caro do DVD fora da garantia.
Uma tática que ajuda a manter o controle é deixar os parcelamentos juntos, do mais próximo a terminar ao mais distante (ou o inverso, se preferir), logo após os custos essenciais. Assim você saberá mais facilmente quantos estão correndo e quanto está comprometendo com eles em determinado mês.
Investimentos
Todas aplicações financeiras que estiver fazendo naquele mês: dos aportes mensais pra reserva de emergência (faça sempre!) até o tantinho reservado para aqueles papeis que está de olho na Bolsa, por exemplo.
Para não confundir-se, deixe evidente quais investimentos ainda vai fazer e quais já fez. Ah, e lembre-se: reserva em primeiro lugar, sempre!
Restante + proventos
Note que esta parte eu coloquei após os investimentos. Seus investimentos (reserva de emergência ou além) devem ser prioridade logo após os custos essenciais — especialmente quando ainda se está formando a reserva, afinal ela será sua boia de em caso de apuro financeiro.
Nesta última parte fica registrado o que deve restar após os recebimentos, gastos e aplicações. Esta quantia, assim como os totais das partes anteriores, é obtida via fórmula e atualizada na hora ao entrar um novo valor no planejamento. E, claro, é bom manter positiva.
Quanto aos proventos, existem duas opções: uma é somá-los ao resíduo acima; outra é deixá-los separados. No primeiro caso pode-se usá-los para os custos do mês seguinte, por exemplo. Já no segundo, reaplica-se os ganhos obtidos em aplicações (podendo ser as mesmas).
Se não houver necessidade da primeira opção, existem alguns motivos para reinvestir seus ganhos, entre eles “baratear” seus investimentos. A reaplicação é aconselhável especialmente para o longo prazo, ou seja, para quem pretende crescer financeiramente pensando num marco bem lá na frente.
Um adendo…
Sei que existem aplicativos para registrar e acompanhar gastos, e indicaria algum se conhecesse bem as opções. Porém somado a meu conhecimento superficial deles pesa ainda a volatilidade dos produtos: nos tempos de hoje um serviço tecnológico, e até a empresa que o oferece, pode surgir e evaporar em menos de 10 anos.
Assim, caso os utilize recomendo fazê-lo em conjunto com uma planilha tradicional produzida no Excel, Numbers ou Sheets (Planilhas) da Google. Atualize na frequência que puder, mas evite ficar sem seu backup.
Quer conversar sobre esse e outros temas? Tem um grupo de ‘tostões’ no Telegram! Ainda dá para receber só os posts no canal! 💵 💰 🤑

