Educação em Debate: uma escola sem mordaça!

Neste momento em que várias iniciativas tentam silenciar as possibilidade de debate aberto e inclusivo no âmbito da escola nos reunimos a estudantes e professores pra discutir as repressões sofridas, as dificuldades enfrentadas, mas especialmente para trocar experiências, para ouvir o outro e pensar em como apresentar alternativas de resistência a essa conjuntura que tenta nos limitar. Esse vídeo é, acima de tudo, um convite à reflexão. Juntos podemos construir uma educação plural, uma escola que seja de fato para todos!

É engraçado como é comum pensarmos que uma pessoa inteligente é apenas aquela que acumulou mais conhecimentos. Mas o que fazem/conseguem fazer essas pessoas cultas com seus conhecimentos? Isso não é importante? Ao dialogar com esse raciocínio, Jorge Luis Borges criou certa vez um personagem um tanto quanto diferente, “Funes, o Memorioso”.

Funes apresentava uma característica muito específica que o diferenciava de todos os outros seres humanos: ele gravava todas as informações das coisas e ideias com que tinha contato, e nunca mais esquecia. Inteligente, né? Duvidoso. Segundo Borges, Funes “Havia aprendido sem esforço o inglês, o francês, o português, o latim. Suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No mundo abarrotado de Funes não havia senão detalhes, quase imediatos.” (Conto “Funes, o Memorioso”).

Passam tanto tempo nos ensinando a memorizar que acabamos esquecendo, no meio de tantos detalhes imediatos, que é importante aprendermos a pensar, inovar e questionar. De nosso ensino infantil à universidade, convivemos com um mesmo modelo: sala de aula, um sistema de séries que não necessariamente se coadunam com nossas condições e competências, 40 outras crianças/jovens/adultas que não necessariamente estão com os mesmos interesses de conhecimento, um(a) professor(a) mal remunerado e um tanto de horas por dia olhando, copiando e memorizando.

Não nos levem a mal, entendemos a importância de “conteúdo acumulado”. A questão é como raios estamos buscando acumulá-lo e principalmente: por quê? Para quê? Ou melhor, para quem? Nos manifestamos pela qualidade, pela felicidade, pelo conhecimento, pela liberdade, pela imaginação. Queremos acabar com o silenciamento das salas de aula — silenciamento de nossas mentes, nossos corpos, da nossa diversidade e da criatividade.

obarulho

o barulho dessa cidade é a nossa voz

o barulho

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