A proximidade às Universidades

Algumas notas sobre a relação bilateral do Observador com as instituições de ensino.

A nossa relação com as universidades merece uma nota especial. Ainda antes do início do trabalho público anunciámos a quem quis ouvir que estamos abertos a ser estudados, que estamos disponíveis para ajudar a estudar e que queremos ajudar a formar profissionais. Isso concretizou-se rapidamente numa colaboração diversificada com uma série de instituições de ensino que tem passado por quatro áreas:

Os estágios
Temos sido bastante seletivos nos processos de estágio, apesar das muitas solicitações. Tomámos cedo algumas opções que se revelaram acertadas: apenas aceitar estágios com o devido enquadramento curricular escolar, reforçar a lógica de parceria com as universidades através do estabelecimento de protocolos, manter relações privilegiadas com um par de instituições de ensino.
Optámos rapidamente por trabalhar com a Universidade Católica e com a Universidade Nova. Têm sido elas que, de forma consistente e regular, nos têm enviado maior número de estagiários para as diversas funções. E a verdade é que tem sido uma relação mutuamente benéfica. Mas temos recebido também alunos de outras universidades e escolas técnicas, de modo a assegurar a diversidade e manter o equilíbrio na redação. Aqui um estagiário é parte integrante da equipa e fazemos questão que o seu tempo de aprendizagem contribua para a autonomia profissional de cada um. Estes estagiários não assinam os textos porque a lei não o permite, mas não é por isso que eles não produzem trabalho e não são devidamente avaliados.
Diga-se que orientar os estágios é trabalhoso, mas altamente recompensador: temos aprendido muito com os estagiários que por aqui passam e muitos ficaram referenciados para o futuro. Uma delas já integra mesmo a redação, de pleno direito, esperando nós que outras se sigam.
Nota: aqui está um texto produzido por um nosso estagiário no fim do primeiro mês de trabalho.

Os convites
Nestes primeiros meses o David e eu já fomos conversar a mais de uma dúzia de escolas — e isto sem ter em consideração todos os outros elementos da equipa que já deram a conhecer o Observador em muitos outros locais. A oportunidade de ir às escolas tem sido uma excelente ocasião para aprender.

Investigação
Desde o início que avisámos que estávamos abertos a ser estudados, dissecados e revirados por alunos de mestrado e doutoramento. A excelente relação que temos com a Universidade da Beira Interior tem sido profícua e dele já saíram análises muito úteis para o nosso trabalho.
Estas análises entram em teses e dissertações, o que só nos tem sido útil para que nos conheçamos melhor. Damos o que nos pedem: números, análises, relatórios, experiências… tudo. Somos abertos e transparentes, estamos abertos a quem nos queira conhecer e queremos continuar assim, porque é isso que nos vai levar mais longe. À medida que sejam publicados, irei atualizando este post.

Conteúdos
Outra parceria que ainda só agora saiu do papel mas que é já muito promissora é a que toca ao apoio técnico na produção de conteúdos. Também aqui a Católica, mas a do Porto, mostrou um interesse que se vai consumar (e esperamos que ampliar) num futuro próximo. Continua a haver muito para fazer, não estamos nem perto do muito que podemos fazer para nos tornar mais transparentes. Mas estamos a caminho.

(post originalmente criado em janeiro, republicado em abril)

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