Bodas de Sonhos | 06 meses | 12/05/2017

Acabou o casamento civil. E nós éramos uma família.

Chegou por aqui um momento em que caiu a ficha: f-a-m-í-l-i-a.

Casar é um ato criador. Não é um casal, é uma família. Se criam famílias sem um casamento, mas não se sai de um casamento sem criar uma família. E sim, faz diferença.

Leitura Burocrática, todo mundo sério.

Vamos crescendo e chega um momento da vida que a gente sabe exatamente como as pessoas que moram na mesma casa que a gente reagem, ou mesmo como a vó reage quando a gente chega na casa dela. A gente sabe que o irmão teve um dia ruim se ele só resmunga um oi e vai para o quarto e que teve um dia bom se chega convidando para jogar videogame. Sabe que quando o outro irmão resolve cozinhar um prato que ele inventou, significa que está satisfeito com o que fez no trabalho.

Depois de casar, meus caros, descobrimos e revelamos as camadas mais profundas de comportamento. Não adianta, só a sequência indefinida e interminável de dias vai revelar algumas coisas que muitas vezes nenhum dos dois sabia que faltava revelar. E vai ter coisas que um vai descobrir sobre o outro e não vai nem contar que compreendeu, só agir como quem compreendeu e fazer melhor um para o outro.

Mas acabou com o sorriso lindo dela :D

E o peso de casar só aumenta quando descobrimos essas coisas do outro, pois tanto quanto descobrimos da outra pessoa, ela está descobrindo da gente. E conhecimento é poder e, como disse o Tio Ben, grandes poderes trazem grandes responsabilidades.

Mais uma vez, casamento parece significar entrega, e cada vez mais entregamos tudo sem pestanejar e sem perceber. Mas também adquirimos conhecimentos do outro que muitas vezes nem o outro tem, e isso nos dá o maior poder e a maior responsabilidade de casar: colaborar para que o dia do outro seja melhor, todos os dias, ao menos na nossa companhia, ao menos no nosso lar.