Bodas de Algodão Doce | 03 meses | 12/02/17

Hoje faz três meses que a gente se casou.

Na véspera, tentando dormir, eu pensava: que loucura era essa?

Não era um questionamento quanto ao nosso amor ou quanto ao nosso relacionamento. Era quanto ao ato. Casar. Aquele monte de gente indo para Pelotas, toda a pré-produção, toda a preparação, todo o investimento: casar é um grito.

E um grito pode ser várias coisas. Dor, carência, alegria, manifestação. Gritamos de alegria e para fazer um manifesto.

Para ser compreendido nada pode ser descontextualizado. No final de 2016, com o quanto nós já andamos por aí, com as pessoas que escolhemos para ser a nossa gente, com a quantidade de coisa que lemos, com as ideias que temos, no fim de um Mestrado e no meio de uma Residência, casar não era uma obrigação, não era uma pressão.

Cris um pouquinho antes de jogar o buquê.

Casar foi nosso grito de alegria por ter encontrado um amor para a vida e a manifestação de que escolhemos seguir a vida juntos e com todo mundo. Tem gente que compra casa, tem gente que viaja, tem gente que sai correndo. Nós casamos. Não cabia todo mundo no salão e no orçamento, mas casamos.

Decidir seguir junto é saber que vai dar merda. Vai dar briga, vai faltar grana, vai ter doença, vamos ter perdas, vai ter distância, vai ter coisa que a gente não sabe fazer (e tem coisa que juntos é bem diferente de quando era só um). Saber que vai dar merda e seguir.

Afinal, só seguindo para ter a alegria. Ter o teu sorriso, ter o colo, ter o beijo, ter as conquistas compartilhadas, ter a comemoração pela tua conquista, ter a rede para se jogar, ter o carinho, ter o olhar, ter o corpo junto, ter a comemoração pela minha conquista, ter o abraço de saudade, o abraço da rotina e o abraço quando der merda.

Eu também tinha um buquê. :)

A loucura de casar por fim, foi o manifesto da nossa certeza de que vai ser tudo diferente, mas igual. E nosso grito foi em forma de cerimônia, aliança, sacramento, papel passado, bolo, festa, cerveja, tequila e festa.

E os dois tem direito a um buquê.

Hoje faz três meses que a gente se casou.

Ps: eu ainda acho que é melhor tirar o pó da casa com o pano seco.