Um tropeço na Felicidade

Bodas de Pompom | 08 meses | 12/07/2017

Casar é correr junto. Até que a gente tropeça na felicidade.

Eis que a Cris foi aprovada e chamada em um concurso de uma cidade não muito longe, mas também não muito perto. E ontem foi o primeiro dia de trabalho dela.

Distância entre as casas. (Pé na estrada!)

A cidade é pequena, aparentemente não tem um potencial de mercado audiovisual dentre os seus 16 mil habitantes. Isso eu vou descobrir, mas enquanto não descubro vamos ter que nos dividir em 02 frentes. Paralelas que se cruzam.

Ontem, enquanto a Cris foi conhecer o novo local de trabalho, eu fiquei pela casa. Descobri que faltava uma ferramenta para instalar a máquina de lavar e que não tínhamos tempero para fazer o almoço. Fui me virando. A Cris veio almoçar, já cheia de novidades (o brilho no olho dela quando sente o bem em potencial que a psicologia pode promover é incrível).

Trabalhei durante a tarde (edita, escreve, decupa, revisa…) Quis o destino que nessa casa nova a gente tivesse um fogão a lenha, caprichei na janta. Fui buscar ela. E foi aí que percebi o tropeço.

Sabem aqueles instantes em que tudo está no seu lugar? Não quero dizer que tudo estava resolvido, mas tudo estava em seu lugar.

A Cris estava no banho revigorante depois do primeiro dia em um tipo de emprego que ela sempre quis. Eu estava com um galeto assando no forno do fogão a gás e o pão com alho no fogão a lenha, playlist dos Beatles tocando. O calor do fogão a lenha permitiu abrir uma cerveja bem gelada, apesar da chuva lá fora. Nenhum prazo estava estourado ou perto de estourar. Eu sabia que ela estava feliz.

Ela saiu do banho e eu servi o jantar. No meio do jantar, promovi o diálogo mais singelo e sincero que vocês lerão hoje:

- Cris?

- Oi.

- Tô feliz.