A importância de sentar e fazer.

Uma história de luta por um texto.

Em meia hora, esse é o sexto texto que eu começo. E honestamente não sei se vou terminar ele. Só sei de uma coisa: eu só levanto dessa cadeira quando tiver um texto pronto pra postar.

Mas vamos lá. Escrever é um hábito que eu criei relativamente cedo. Escrevo por hobbie, sei lá, desde a oitava série do ensino fundamental. Naquela época, eu escrevia quando dava na telha. Hoje, eu não posso mais fazer isso.

Eu assumi um compromisso de escrever. Preciso produzir e isso nem sempre facilita as coisas. Por mais que eu ame escrever, a pressão de PRECISA SAIR UM TEXTO HOJE, MERDA na minha cabeça dificulta bastante.

Como eu falei ali, essa é a minha sexta tentativa. Normalmente não é por falta de ideias. Normalmente é por falta de determinação de conduzir vocês, meus leitores, por um assunto. Que fique coerente e toda aquela função que um professor de português ensina.

Ah, deixa eu contar umas ideias pra vocês — vou fazer isso porque me ajuda a ilustrar a minha luta pra sair esse texto aqui e ocupa um pouco mais de espaço na história.

Um texto para as mulheres.

A ideia desse texto era falar um pouco sobre a luta feminista e como nós, homens, podemos ajudar a luta a crescer mais. Falar um pouco da ideia por trás do termo “feminismo”, da dicotomia com machismo, etc.

Profundidade > Cobertura

Aqui eu queria falar porque eu nunca me pilhei em ter muitos amigos. Eu sempre fui mais da vibe de ter amizades muito fortes com poucas pessoas. Eu queria falar um pouco sobre como isso afeta a comunicação também. Que é melhor tu ter 10 clientes MUITO fiéis do que 100 que te curtem só.

Pensamento binário e as polêmicas da internet.

O conceito é: nosso comportamento hoje é binário (por causa da internet) e como a física quântica pode ajudar a gente a despolarizar a política — essa aqui eu peguei pesado.

Nenhum desses assuntos me atraiu no momento. Não porque não são interessantes ou porque eu não sei o que escrever — pelo contrario — já tenho o esqueleto desses 3 textos montadinhos.

Mas porque hoje é um daqueles dias.

Um daqueles dias que eu dormi mal. Que eu acordei com frio porque a coberta caiu. Que tava chovendo. Que o café não tava bem quente. Que o microondas não esquentou o meio da minha lasanha. Que eu tive que fazer bate volta no banco 3x. Que esqueci o carregador do celular em casa.

Mas aí eu ainda tinha aquela obrigação. Aquela obrigação de fazer o meu texto.

Como de costume, fui pros meus rascunhos (onde eu guardo umas ideias de texto, de vídeo, de qualquer coisa). Uns snippets de raciocínio que eu tenho guardados.

Queria jogar seguro. Fui no primeiro rascunho da lista: o das mulheres. Editei o rascunho, escrevi umas duas linhas e fui pegar uma água.

Não tava rolando muita paixão por aquilo ali. Fui pro “Técnicas de vendedor pro dia a dia”, um outro rascunho que eu tinha aqui. Parecia promissor mas aí eu precisava ir no banheiro por causa da água do primeiro texto.

Quando voltei, já não tava mais naquela pilha também. Aí mudei pro Profundidade > Cobertura. Fiz isso mais umas 3 vezes. Abria o Facebook. Olhava os grupos do zap.

Chegou um ponto que me dei conta que tava só atrasando o inevitável.

Pensei “TA MARTIN CHEGA SENTA E ESCREVE” e como nenhum assunto nos rascunhos tinha me prendido, decidi começar alguma coisa nova. Foda-se o quê.

Quando abri o Medium vazio, vi a barrinha piscando me deu um desespero.

Mais uma vez “TA MARTIN CHEGA SENTA E ESCREVE”. Me veio na mente que talvez esse seria o título. Mas aí me dei conta que ninguém ia clicar nessa merda.

Aí eu pensei que essa luta por achar o texto certo poderia render um texto legal. Achei que o fato de “sentar e fazer” pode ser um dilema que muitos de vocês passam. Achei que seria legal fazer esse texto e comecei.

alguem falou pra esse baby senta e faz

E aqui estamos, não?

Só que aqui, no final do texto, eu me dei conta que não queria ser esse cara. Não quero ser o cara que diz “SENTA E FAZ, MERDA”.

E me dei conta que não tô escrevendo porque eu sentei e escrevi.

A ideia no começo era falar da importância de sentar, cagar pro resto e fazer. Mas esse texto não é sobre isso. É sobre o fato de que eu só queria escrever, como eu fazia lá na oitava série. E foi isso que eu fiz. Peguei uma história, sentei e escrevi o que eu penso dela. Esse é o texto.

Não é o sentar e fazer e vamos se concentrar e foi e bora e é isso aí.

É o “por que eu tô fazendo essa merda?”

A primeira coisa que eu pensei quando sentei pra escrever hoje era “por que eu vou escrever para mulheres? se meu público é majoritariamente masculino?”

E só agora, 6 textos depois, eu sei porque consegui terminar o sétimo: porque eu gosto de escrever. Não é o sentar e fazer. É o achar o porquê.

Numa aula de comunicação empresarial todo mundo teve fazer uma apresentação de 10min sobre qualquer coisa. Eu parei na frente da galera, muito critério mesmo, e perguntei:

O que vocês tão fazendo aqui?

Numa turma de 13 pessoas, ninguém soube me responder exatamente o seu porquê. Não é comum a gente parar e se perguntar os por quês das coisas.

É por isso que acordar de manhã pra ir trabalhar é tão difícil. É por isso que a gente não determinação pra fazer trabalho de faculdade. Porque os porquês tão escondidos ou as vezes eles nem existem.

Pra sempre vou lembrar do Golden Circle, do Simon Sinek. O começo é o porquê. O resto vem depois.


PS: duvido que eu tenha acertados todos os “por ques” do texto.


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