Ora frágil, ora valente coração

(Photo by Clayton Cubitt)

Às vezes é necessário esquecer que dentro do peito bate um coração. Esquecer que, dentro do peito, mais que um órgão vital, pulsa o ora valente, ora frágil coração do homem. Dar sentido somente à fria visão, a fria visão da águia, de longo alcance, e revestir a pele, de carne frágil, em aço sólido e maciço. E seguir, apenas seguir, para além do horror e da bestialidade que quer nos atingir o peito. E saber, no final, que a meta de esquecer o coração é poupá-lo do horror e da bestialidade que só a fria visão da águia e a carne transformada em aço sabem combater. Só assim o coração, valente e frágil, poupado e esquecido, o grande prêmio do corpo, pode sair ileso para seu único e verdadeiro ofício: amar.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.