‘Call of Duty: Black Ops Cold War’ — Análise

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O sexto jogo da saga Call of Duty: Black Ops aterra na nova geração embrulhado nos principais acontecimentos da Guerra Fria entre os EUA e a então URSS, nos anos 80, na pele do agente Russell Adler que tem como missão parar o Perseus, alegadamente um espião especializado em armas nucleares. Neste Cold War, passamos pelos principais palcos do plano geopolítico da altura, como Berlim Oriental, Vietname,Turquia, a sede do KGB soviético, entre outras localizações, que espelham um mundo de incertezas que não aconteceu assim há tanto tempo.

Entre as edições Standard, Double Cross-Gen e Ultimate, já irás começar com recursos completamente diferentes que, aqui, até dão imenso jeito e são mesmo para ponderar na hora da compra.

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Qualquer FPS para mim, acaba por ser uma dor de cabeça, sendo a minha hipermetropia a principal responsável pela minha imprecisão em acertar no alvo. Ao longo dos anos, e não apenas em Black Ops, Call of Duty tem vindo a estruturar a experiência de jogador tanto no set em acção, como nas configurações de jogabilidade. Na minha opinião, Call of Duty está na liderança ao nível da produção desta experiência para o jogador e não apenas ter boa pontaria e por vezes sorte. É uma serie de componentes que têm vindo a ser adicionados na jogabilidade e trabalho de manuseamento das armas vs. o controlador, no meu caso, o DualSense. É um trabalho quase que de musicalidade visual aliada à tecnica e controlo. Isto é muito importante por exemplo para jogadores iniciantes nos FPS ou com problemas de visão. Os FPS foram sempre inimigos dos jogadores com problemas visuais dada a precisão necessária, e Call of Duty, em especial neste Cold War, demonstra que consegue colocar em pé de igualdade um jogador experiente e um iniciante. A partir daí… é treinar.

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Cold War não nos oferece nada substancialmente de novo. Mas isso não significa ser um ponto negativo. É um jogo de transição que já começa a descobrir os segredos do DualSense. E claro são vários jogos num só: uma campanha de acção explosiva, super cinematográfica; muitas opções de multiplayer; o modo co-op; e os Zombies, onde 4 jogadores terão de sobreviver aos ataques dos mortos vivos.

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Mas o maior problema de Call of Duty: Black Ops Cold War é a alienação de elementos culturais da época, especialmente dos anos 80. Nem um livro denso do Tom Clancy passaria pelos anos 80 sem elementos na cultura popular internacional. É como encaixar uma estrutura feita num espaço e tempo, e adaptar as história ao mesmo; este Cold War poderia acontecer na antiga biblioteca de Alexandria que não notaríamos a diferença.

Esta aproximação a todos os jogadores faz de Cold War um jogo que marca pela diferença no contexto dos FPS’s, mas falha na inovação de conteúdos e no aproveitamento histórico-político-cultural. É um bom primeiro passo, apesar de tudo, no multiplayer online da PS5 que é surpreendentemente eficaz.

‘Call of Duty: Black Ops Cold War’ — ★★★★

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