‘Crash Bandicoot™ 4: It’s About Time’ — Análise

Bernardo Pinto Candeias
Oct 3 · 5 min read
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‘Crash Bandicoot™ 4: It’s About Time’ é o jogo mais divertido do franchise.

Não comecemos a discutir física quântica, ou vou ter de fazer uma viagem ao passado para aqueles apartes que tinha com o meu professor de físico-química que, embora na sua génese faziam sentido, acabavam precisamente com lasers e armas catastróficas. Sim, existem máscaras quânticas neste jogo, mas já lá vamos.

De certeza que alguém já escreveu isto, mas uma das formas de traduzir o título do jogo é… ‘já não era sem tempo’. Crash Bandicoot já estava a fazer falta no seu formato original de plataformas e o nosso marsupial favorito nunca teve um look tão cool. Se estar na pele deste animal já é uma responsabilidade histórica das grandes (de lembrar que Crash nos acompanha desde 1996 — muitos de vós nem nascidos eram), o mundo cósmico que nos rodeia em It’s About Time é de um visual maravilho e colorido que não está para brincadeiras… não penses que ‘ah sou perito em Crash Bandicoot, passo o jogo numa hora’ vai funcionar aqui. O mundo é rico em armadilhas, truques e lógica e é isso que faz deste Crash Bandicoot o mais divertido do franchise. É um jogo feito à moda antiga com a tecnologia dos dias de hoje, brutalmente viciante para nos manter a jogar, suficientemente complicado para perdermos vezes sem conta e tentar de novo.

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Então e de que se trata esta nova aventura de Crash Bandicoot? Lembram-se do nosso amiguinho Aku Aku? Pois além dele há quanto máscaras quânticas, mágicas, que possuem poder sobre o espaço e o tempo! Estas máscaras foram despoletadas quando, cosmicamente, os nossos vilões Neo Cortex, Uka Uka e Nefarious Tropy conseguem abrir uma fenda de acesso ao multiverso, para saírem da prisão intemporal onde ficaram fechados em Crash Bandicoot: Warped. Claro que, na manga, eles querem conquistar todas as dimensões. Aqui entra Crash e Coco que têm de encontrar as quatro máscaras e fechar esta fenda transdimensional.

É o melhor jogo do Crash Bandicoot de sempre.

Mas cada máscara tem o seu poder, que nos vai ajudar (erhhh, e dificultar) a percorrer os mundos e as dimensões. Uma (logo a primeira) permite-nos que objectos no percurso deixem ou não de existir fisicamente. Depois a da gravidade, que fará com que o Crash e a Coco invertam a… gravidade, para o topo ou base do percurso. Ou seja, vai aumentar a gravidade que já nos fere o sistema nervoso, com puzzles, objetos e lasers a evitar e aqueles totós que andam ali só para chatear um jogador. A máscara da matéria negra, basicamente, transforma-nos num tornado com superpoderes para correr e saltar longuíssimas distâncias. Por fim, temos a máscara do tempo que abranda o tempo por um certo período de… tempo (desculpem mas não dormi ontem para ter a análise pronta a horas, e apetece-me repetir palavras). Sim são fixes, mas os developers do jogo estão só meter-nos em imbróglios; este jogo não é aconselhado a angry gamers.

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No formato moderno (podes optar pelo retro), não perdes vidas. Voltas sempre ao checkpoint anterior e são contabilizadas no HUD as vezes que morreste — uma excelente ideia. Podem ver nos nossos gameplays como eu morri quase 100 vezes para dar um sopapos no N.Gin.

Mas a diversão é imensa: morrer, voltar atrás, conseguir um checkpoint, morrer outra vez, morres logo de seguida porque és estúpido, e seguir esta viagem que, embora nostálgica, nos diz que o futuro é agora.

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Uma viagem que, embora nostálgica, nos diz que o futuro é agora.

No final acabamos o jogo. Não estava só a tentar ver se estavam atentos. Para já podes voltar a jogar todos os níveis para conseguires um melhor tempo, encontrares todos os frutos, etc. Mas… rufos se faz favor… agora temos o modo N.Verted, que, segundo eu, em português traduz-se para N.vertid. E sem sotaque algarvio. Neste modo os níveis são espelhados, parecendo quase um novo nível e para garantir isso estão recheados de efeitos visuais, super sketchy, que fazem deste It’s About Time uma louca trip que nunca vais conseguir esquecer.

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E em termos de personagens jogáveis, não nos ficamos pelo Crash e a Coco. Poderemos também jogar com Tawny, a namorada do Crash (de outra dimensão); Dingodile e Neo Cortex, cada um com as suas habilitadas especiais para tornar a aventura ainda mais única. Já agora, foi também a Tawny que me ajudou a passar alguns níveis. Acabei a garrafa.

O que difere mesmo dos restantes jogos são as imensas peças colecionáveis quando progredimos um nível mais a fundo, com muitas skins para personalizar o nosso personagem.

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É o melhor jogo do Crash Bandicoot de sempre. Mas malditos developers que tiveram a ousadia de se reunir nos seus bunkers (normalmente é onde esta espécie vive) para encontrar a melhor forma de tramar um gajo. Ah o jogo é colorido, muito engraçado, o Crash é tão fofo, mas depois acabas com um ataque de nervos para conseguires apenas saltar para aquela nefanda plataforma ou aqueles lasers facínoras que só apetece destruir o meu comando, mas não posso porque tem a samambaia do The Last of Us Parte 2. Nervos à parte, mais um jogo que é obrigatório ter. É como as máscaras. Joguem com máscara e divirtam-se sozinhos ou com os vossos amigos.

★★★★★ — ‘Crash Bandicoot™ 4: It’s About Time’

Análise e Gameplay

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