‘Hitman 3’ — Análise

Bernardo Pinto Candeias
Jan 24 · 4 min read
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O Agente 47 foi-nos apresentado pela primeira vez há 21 anos atrás, tempo suficiente para que muitos dos que estejam a ler esta análise ainda nem tenham sido nascidos à data. O pragmático e meticuloso 47 deu vida a 12 jogos, variados e em diversas plataformas, sendo Hitman 3 o oitavo jogo do legado oficial do nosso assassino favorito.

Embora seja o oitavo jogo, chama-se Hitman 3 pois faz parte de uma trilogia de jogos — a World of Assassination Trilogy — que nos brindou com um Hitman em mundos semi-abertos, onde temos liberdade suficiente para atingir os nossos objetivos da forma que quisermos, da mais divertiva à mais furtiva e implacável.

47 é também um mestre do disfarce: pode vestir-se como segurança de um evento para aceder a áreas onde o seu alvo de encontra, ou meter uma peruca e soltar o palhaço que há em si, para se aproximar do alvo e deixá-lo com o nariz vermelho. Normalmente, conhecemos o Agente como um indivíduo de fato, de corte exímio, careca, deixando transparecer um código que barras na sua cabeça que termina em 47.

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Ora, a maioria dos jogos não apresenta a personagem devidamente ao jogador e daí poucos conhecerem a razão do código de barras e de ele ser o Agente 47. O nosso Hitman é um clone, o 47º de uma vasta linha de assassinos. O código de barras serve para ser, claro, reconhecido digitalmente, e permitia que o clone se deslocasse no interior das instalações onde foi criado. Mas a história teve muitos argumentistas, ao ponto de ele até chegar a tentar cortar a tatuagem no jogo Hitman: Absolution — e, for no good reason.

For no good reason, Hitman chegou também a ser interpretado por estrelas de cinema como Sean Bean (o actor cujas personagens morrem em todos os filmes e séries) em Hitman 2, que volta agora a ser interpretado pelo actor que já lhe deu vida vezes sem conta e que tem uma voz de assassino mais… apelativa; e teve duas chances no cinema, em dois filmes que até são divertidos, mas desastrosos ao nível dos argumentos, realização e interpretações, para além dos sentidos que tomam para o nosso agente (abençoado seja o Timothy Olyphant). Mas não há duas sem três. Digo eu.

Hitman 3 segue a linha dos dois antecessores, mas com uma inteligência artificial mais aprumada, onde temos de ser incrívelmente inteligentes para desmontar os puzzles para matarmos o nosso alvo. Neste terceiro jogo desta trilogia passamos pelos mais exóticos cenários, destacando mesmo um que foi apresentado como flagship do jogo, no Dubai, que é de facto uma coisa incrível, recheado de pontos de viragem inesperados (o primeiro local no jogo).

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Encontrei muitos bugs como este que apresento abaixo. Existem muitos problemas com os pontos de colisão, como é muito habitual neste tipo de jogos. Não é algo que prejudique a experiência do jogo para os fãs, mas pode ser um problema na jogabilidade pois esconder um corpo pode levar tempo e com bugs… esse tempo prolonga-se…

Hitman 3 — bug ao arrastar um corpo

Hitman 3 permite também ser jogado em VR, mas por favor… não. Para além de ser um atentado aos pontos de colisão e de os ataques por vezes simplesmente não fucionarem, perdemos o mapa e perdemos a personagem pois acaba por ser apenas um POV. Tudo bem que a tecnologia permitiu uma adaptação para VR, mas esta é completamente desnecessária. Nem há comandos Move, controlar mãos com o DualSense é super weird. É uma opção do jogador e Hitman 3 jogado no modo normal é soberbo e não acho que deva ser prejudicado por uma versão opcional, em VR, cheio de problemas. Simplesmente fica a indicação de que se vão comprar o jogo para jogar em VR, não o comprem.

O meu teste foi realizado na minha shiny PlayStation 5, que me acompanha ainda antes de ter sido lançada internacionalmente por cortesia da Sony PlayStation. Por isso, sim, vou testar tudo o que for possível testar na PS5. No entanto, destaco o lançamento do jogo do Google Stadia ao qual também tive acesso. Continuo a dizer que a PlayStation Now é o melhor serviço de cloud gaming que existe, mas o Stadia está na direcção certa e o melhor de tudo é que podemos jogar em qualquer dispositivo. Claro que com a PlayStation 5 também o poderemos fazer no smartphone ou computador, mas tem mais passos a tomar que o Stadia que é click and go.

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Resumindo, Hitman 3 é uma aventura absolutamente incrível para desbravar a nossa criatividade para atingir um objectivo, que pode ter várias formas de ser atingido e isso fica ao teu critério e capacidade de improviso quando algo que não estava previsto, acontece. Um excelente jogo, de uma trilogia brutal que pode ser importada para o Hitman 3 (todas as localizações, compradas em separado em pacote). Começamos 2021 em grande!

‘Hitman 3’ — ★★★★★

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