Retrobits: ‘Dune’

Pedro Moreira
Oct 2 · 3 min read
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Capa do videojogo Dune, de 1992, para PC.

Depois da revelação do novo trailer do filme de Dennis Villeneuve, baseado no romance homónimo de Frank Herbert, ninguém ficou indiferente a Dune. E, diga-se a verdade, não é fácil ficar indiferente a estas imagens, especialmente para quem goste de ficção científica:

Dennis Villeneuve afirmou que o seu filme de 2020 é baseado no livro e não no antigo Dune, de 1984, de David Lynch. No entanto, o jogo que vos apresentamos hoje é baseado precisamente no Dune de David Lynch, contendo inclusivamente vídeos retirados do filme, isto nas versões em CD do jogo.

Dune, o videojogo da Virgin, foi lançado em 1992 para PC e Amiga, e em 1993 para a Mega CD. Foi um dos primeiros jogos lançados em disquetes a receber uma versão remasterizada, se é que o podemos dizer: no PC ou na Mega CD, o jogo tinha vozes nos diálogos, sequencias de viagem com animações muito mais detalhadas e os excertos do filme. No entanto, Dune não ficou tão famoso como a sua sequela, Dune II, também de 1992, da Westwood. Sim, a Westwood que criou o primeiro RTS, precisamente Dune II, que viria a ser o pai da série Command & Conquer.

Dune, o videojogo que hoje apresentamos, é uma mistura de jogo de aventuras, onde exploramos cenários e dialogamos, com estratégia por turnos ao estilo de Civilization. Encarnamos Paul Atreides, o protagonista do livro/filme, filho do duque Leto Atreides, que nos encarrega de encontrar aliados entre os Fremen, habitantes do inóspito planeta Arrakis, mais conhecido como Dune. Nunca houve um pingo de chuva a cair em Dune, dizem, e a fauna existente são as gigantescas e mortíferas Sandworms. Para quê ir a Dune, então? Para minar Spice, a substância mais valiosa e rara de todo o universo, apenas encontrada em Arrakis. Devemos então estabelecer contactos com os indígenas e convertê-los à nossa causa, para que o Imperador Shaddam IV entreque a exploração de Spice à família Atreides e não aos seus rivais, os Harkonnen.

Para a época, Dune foi fenomenal, particularmente nas versões em CD: a arte era convincente, as animações deliciosas, a música de fundo perfeita para a ambientação que se queria criar, as vozes dos diálogos eram bem conseguidas (e raras, na época). É pena que seja um jogo que não está disponível para venda em nenhuma loja online, em nenhuma plataforma, pelo que a vossa melhor hipótese de o adquirir seria no mercado de segunda mão. Em alternativa, poderão tentar sites do denominado “abandonware” que ficam numa área de legalidade duvidosa, pois disponibilizam cópias de jogos antigos, muitos deles impossíveis de adquirir legalmente, pois não estão mais à venda, mas ainda protegidos por direitos de autor.

Retrobits é uma rúbrica mensal que tenta recuperar parte da história dos videojogos. Desde grandes sucessos a joias escondidas, tentaremos deixar-vos neste espaço algumas sugestões de jogos perdidos no tempo.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

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