Retrobits — Yakuza Remastered Collection

Pedro Moreira
Jan 31 · 3 min read
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Kiryu Kazuma, o Dragão de Dojima

Foram precisos alguns anos para que a Sega entendesse que o mercado do PC (e, já agora, da Xbox) são muito fortes no ocidente, o que significa que são também muito lucrativos. Ainda há bem pouco tempo vimos a estreia da série Persona nos PCs e, após um tremendo e inesperado sucesso, a companhia nipónica parece decidida a abandonar a exclusividade da Sony e da Nintendo nos seus títulos.

A série Yakuza é a mais nova adição ao PC e à Xbox. Yakuza 0, Yakuza Kiwami, Yakuza Kiwami 2 e Yakuza: Like a Dragon já estavam nestas plataformas, mas faltava a Yakuza Remastered Collection, que inclui os números 3, 4 e 5 da série, que saiu no último dia 28 de janeiro. Falta apenas Yakuza 6: the Song of Life, que será lançado para estas plataformas dia 25 de março. Obviamente, todos estes títulos estão já disponíveis para a PS4 há algum tempo, pelo que se têm a máquina da Sony poderão jogá-los a todos no imediato.

E que tem de especial a série Yakuza? Relativamente desconhecida do grande público no ocidente até há pouco tempo (arriscamos dizer 2017, quando Yakuza 0 foi lançado), seria facilmente comparável a outro jogo da Sega que os antigos possuidores de uma Dreamcast facilmente reconhecerão: Shenmue, que também teve direito a remasterizações há pouco tempo, para além do lançamento do terceiro capítulo da saga. Trata-se de um híbrido entre RPG dos tempos modernos e um jogo de luta, fortemente marcado pela localização no Japão, sua cultura, seus estereótipos, sua língua, acompanhamos Yakuza pelas legendas, pois as vozes são todas em japonês. No entanto, contrariamente a Shenmue, temos muita mais ação e muito menos tempo gasto em tarefas aborrecidas, como trabalhar a conduzir empilhadoras: em Yakuza, o dinheiro é ganho roubando-o dos muitos adversários que se vão cruzando connosco nas ruas.

Controlamos Kiryu Kazuma, “o Dragão de Dojima”, pertencente a uma das famílias da Yakuza japonesa. Apesar de pertencer ao crime organizado, frequentemente as ações de Kiryu revelam compaixão e bondade, sendo alguém de confiança para resolver todo o tipo de problemas, desde os menos politicamente corretos, como fazer cobranças à força, até coisas como passar-se por um produtor de cinema para uma equipa de filmagens desesperada que o aborda na rua. A história principal de toda a série é profunda e empolgante, mas a quantidade de tarefas secundárias e histórias paralelas vai manter-vos ocupados por muitas e muitas horas… em cada um dos títulos.

Este é, no fundo, outro aspeto herdado de Shenmue: a quantidade de tarefas secundárias que podemos realizar, desde entrar em restaurantes, treinar a tacada com um taco de baseball, cantar num karaoke, ou jogar a clássicos da Sega num bom velho salão de jogos, como Space Harrier, Out Run, ou até mesmo Virtua Fighter 2, em Yakuza 5, ou Virtua Fighter 5 em Yakuza 6 e em Like a dragon, minijogos que poderiam justificar só por si a compra dos respetivos títulos da saga Yakuza.

Como já referimos, a saga completa já existia para a PS4; quanto ao PC, poderão adquirir todos os títulos, excepto o ainda não lançado Yakuza 6: the Song of Life, no Steam ou na loja da Microsoft, tal como para a Xbox. No entanto, o que nos parece ser um excelente negócio é a possibilidade de jogarem a todos estes jogos com recurso ao Game Pass Ultimate: quer já o tenham, quer queiram fazer uma nova assinatura (recordamos que o primeiro mês custa apenas 1€, em https://www.xbox.com/pt-PT/xbox-game-pass/pc-games). Como se não bastasse, podem jogar por Streaming para um telemóvel Android, bastando ligar um comando Bluetooth ao vosso telemóvel… Em suma, seja na PS4, no PC, na Xbox, ou simplesmente no Android com recurso à aplicação do Game Pass, não se arrependerão de realizar esta viagem ao Japão contemporâneo.

Retrobits é uma rúbrica mensal que tenta recuperar parte da história dos videojogos. Desde grandes sucessos a joias escondidas, tentaremos deixar-vos neste espaço algumas sugestões de jogos perdidos no tempo.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

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