Teste a ‘FIFA 21’

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“FIFA Internacional Soccer” foi lançado em julho de 1993 pela Eletronic Arts e desde então que tem saído para o mercado todos os anos um novo jogo, sendo que já passaram cerca de 27 anos desde o primeiro FIFA, é realmente incrível observar a evolução que esta marca obteve durante este tempo, desde a melhoria a nível dos gráficos e atualizações de plantéis como novos modos de jogo que cada vez são mais criativos. O jogo que faz todos os amantes de gaming e de futebol esvaziar as suas carteiras ao fim de cada ano. Embora muitas vezes as mudanças que a EA Sports faz perante os novos jogos não seja muita, o jogo tem se tornado cada vez mais real, tentando passar ao jogador por de trás do ecrã as sensações de como se o mesmo estivesse em campo.

FIFA 21 é desenvolvido pela EA Vancouver e a EA Roménia. O jogo vai ter Cross-Progression para as consolas da próxima geração, caso se tenha por exemplo comprado o jogo para a PS4 (Playstation 4), o progresso nas carreiras, Ultimate Team e outros modos vão ser levados com o jogo para a PS5 o que é fantástico pois se a pessoa adquirir a nova consola não tem de jogar tudo de novo para continuar a usufruir do jogo e o processo é totalmente gratuito.

Jogabilidade

Em termos de gameplay, há várias melhorias que há a destacar, uma das que achei mais importante ao fazer o teste do jogo, foi a melhoria do sistema de colisão para algo mais natural, coisa que há muito os fans do FIFA se têm vindo a queixar e finalmente vemos resposta da EA. Com este novo jogo, os jogadores têm uma resposta diferente quando lutam para chegar primeiro à bola, já não há tantas quedas e peripécias como sempre existiu nos outras versões, tudo acontece mais naturalmente, o que acaba também por melhorar o realismo do jogo.

Uma outra mudança positiva foi a implementação das creative runs, que faz com que o jogador por de trás do comando/teclado tenha mais controlo na hora de criar jogadas, podendo então dirigir a corrida dos outros jogadores a seu lado criando mais jogadas possíveis e totalmente personalizadas pelo jogador em si, não dependendo tanto do movimento da equipa que é controlado pelo computador ou consola (movimentos esses que também podem ser customizados nas definições do plantel). Aliado a esta alteração vem os dribles ágeis, que vêm dar mais customização no confronto direto entre jogadores, mudança essa que não tem grande impacto na minha opinião.

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Em relação à agilidade dos jogadores nota-se uma diferença na rapidez do toque na bola, numa situação de um para um normal, utilizar as fintas para passar pelo adversário tornou-se mais eficaz pelo acréscimo de agilidade. Outra boa melhoria é a dos “bons” avançados terem mais consciência sobre o seu posicionamento, fugindo mais vezes ao fora de jogo, recuando se assim for necessário, coisa que nas edições anteriores ou se fazia o passe na altura certa ou teria de se esperar um tempo e/ou arranjar outra solução.

O jogo está bem mais “dramático”, pois é mais fácil marcar golos através das várias alterações a nível do ataque, esta é uma resposta direta aos críticos do jogo anterior, pois o que acontecia é que muitos jogos acabavam com 1–0 ou 0–0, porque o jogo condensava-se muito no um contra um e num bom sistema defensivo que não permitia haver muitas ocasiões claras de golo.

Em suma penso que houve uma melhoria significativa em relação ao gameplay, ponto bastante importante para a satisfação dos jogadores perante um jogo de futebol.

Modos de jogo

Em relação aos modos de jogo, mantêm se os mesmos, havendo certas alterações em cada um deles.

O modo carreira é o modo que o típico fã de futebol adora passar horas, pois pode construir a sua equipa preferida como desejar, escolhendo o seu plantel, vendendo e comprando jogadores que quer e levar o seu clube à glória em todas as competições. Todos os fãs desejam isso para o seu clube e é exatamente esse o propósito deste modo. Esta nova edição traz ao modo offline a mesma consistência e organização dos anos anteriores com algumas ligeiras mas importantes modificações, como a melhoria do sistema de transferências e negociações de contrato com o cenário a ser dinâmico, em vez de apenas termos o mesmo escritório vezes sem conta e oferecem-nos ainda uma vasta opção de customização a nível do treinador.

As novas opções a nível das transferências, são talvez das novidades mais esperadas pelos fans, que agora podem pedir um jogador emprestado com opção de compra e e outras mudanças como o AI (inteligência artificial) do agente desportivo do adversário sugerir outros jogadores para opção de troca tornando as negociações muito mais realistas. A inteligência artificial dos adversários em campo também levou melhorias tanto no ataque como na defesa.

Outras novidades interessantes são a calendarização que se customiza e vem melhorar bastante o modo carreira, pois permite ao jogador decidir quando deixa a sua equipa descansar ou ter treino, implicando outro tipo de gerência da equipa, gerindo ainda mais a questão física e de sharpeness, outra das novidades, esta vem alterar a maneira como é gerida a forma física no jogo, tendo esta nova indicação que nos mostra o quão provável é o jogador falhar ou acertar num momento crucial da partida, é possível aumentar ou diminuir este numero a partir de treinos ativos, que consiste em diversos novos treinos com vários elementos da equipa. Ao aumentar a sharpness, aumenta-se a precisão das jogadas, o que dá uma maior probabilidade de vencer o encontro. Ainda dentro destes termos temos também o desenvolvimento do jogador, que nos dá um maior controlo sobre o crescimento do jogador, não só dá para “formatarmos” por exemplo um médio que tenha mais competências defensivas, a treinar mais ao ataque durante os seus treinos como dá para fazer com que os jogadores aprendam posições novas dentro de campo.

Em termos de simulação de jogo, agora é possível vermos os jogadores a mexerem-se em campo e analisar estrategicamente os seus movimentos, além de permitir ir para dentro do campo a qualquer altura da simulação para podermos ter os momentos decisivos do jogo em campo.

Um fator que achei interessante ainda no modo carreira é que dá para responder aos jogadores nas mensagens que eles mandam, comunicação essa que nos liga mais a eles e dá para gerir melhor a sua moral.

Desde que o The Jorney acabou (com o FIFA 19) que o modo Volta (inspirado no FIFA Street) tem sido o modo “história” dentro do jogo, este ano traz 23 locais/campos diferentes e tem como estrelas nos modos offline e online, Kaká, Mbappé, o DJ Diplo, Eric Cantona, entre outros. O modo permite jogar 3v3, 4v4 e 5v5 com a inclusão das regras do futsal também. O online traz agora a possibilidade de juntar amigos e jogar 5 contra 5, 4v4 etc.

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A novidade interessante deste ano penso que seja a habilidade de voltar para trás no tempo, através de uma combinação de teclas que permite ao jogador tentar novamente o seu remate que tirou tinta ao ferro ou um péssimo carrinho que deixou o avançado pronto para marcar golo. É uma mudança interessante, embora retira acontecimentos naturais do jogo ajuda os jogadores a praticar certas situações de jogo. Tem uma vasta seleção de modos de jogo, sendo o modo regras da casa o que acho mais interessante, pois foge às regras normais do futebol e testa o jogo a outros níveis.

Neste modo, a nova edição traz uma vasta variação de customização que traz a novidade de poder alterar táticas e aparências nos jogadores controlados pelo Computador/Consola.

Com a nova época, a EA Sports introduziu o co-op no Ultimate Team e uma maior customização daquilo que é a “casa” do jogador/equipa, os elementos dentro e fora de campo como símbolos e bandeiras são customizáveis e erguidas nos jogos. Cânticos dos adeptos assim como o nome da equipa nos comentários fazem também parte da customização. De modo geral, continua a haver o sistema de compras in-game que traz uma vantagem aos jogadores que pagam dinheiro extra, pois podem ter logo à partida grandes jogadores e ícones que destroem equipas construídas do zero, por pessoas que apenas queiram desfrutar do modo de jogo. Tem por isso, o mesmo estilo dos anteriores Ultimate Team, com mais opções de configuração e a junção do co-op.

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O modo Seasons não tem muito que se lhe diga em termos de mudanças, continua a ser o modo competitivo online, em que os jogadores lutam por escalar da divisão 10 até ao triunfo da primeira divisão. Inserido no mesmo contexto estão os torneios onde tem os vários tipos de torneio que existem e os jogadores vão competindo até vencerem o troféu.

Licenças

PES (Pro Evolution Soccer) e FIFA lutam há muito tempo pelas licenças dos maiores clubes/ligas no mundo, além das competições internacionais. Isto leva a que muitos fans de futebol fiquem indignados por terem de jogar com equipas com nomes irreconhecíveis, pois a empresa do seu jogo não conseguiu garantir os direitos da sua equipa de eleição.

O FIFA 21 vem com as licenças para a UEFA Champions League e a CONMEBOL Libertadores, assim como as maiores ligas internacionais, perdendo algumas equipas como a Juventus para o PES, sendo que no FIFA chama-se “Piemonte Calcio” pela questão da licença e a Roma do campeonato italiano também.

Em questões nacionais, Porto e Benfica tiveram scans para os seus jogadores, pelo que será então mais realista ver os jogadores dessas duas equipas em ação no campeonato português ou em qualquer outra competição.

Pelo teste que fiz, diria que realmente houve boas mudanças, algumas delas desejadas há muito pelos fans, daí que esta nova edição do FIFA vá levar muita gente a comprar o jogo. Penso que este compensa mais do que os anteriores pelas mudanças em questão, sendo que os anteriores não tiveram mudanças tão intensas quanto este, mas sendo que é um jogo que anualmente fica “desatualizado”, penso que o preço base é demasiado elevado para o que é, mas isso já são questões financeiras que não vale a pena estar a abordar.

oitobits

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