Espelho, espelho meu, existe um deck mais odiado do que o seu?

No artigo de hoje, vou tentar falar sobre aquilo que todos nós amamos, mas quase nunca conseguimos fazer: Jogar uma “Mirror Match”!

Não é por que todo mundo virou expert que os artigos de estratégia do Olaria dojo tem que acabar! Sempre temos conteúdo escrito para que todos possam aprender. Além disso, temos que lembrar que temos pimpolhos que estão começando e os novos jogadores tem que poder contar com uma fonte nacional de informações sobre o gameplay.

No artigo de hoje, vou tentar falar sobre aquilo que todos nós amamos, mas quase nunca conseguimos fazer: Jogar uma “Mirror Match”! Ou será que é aquilo que ninguém gosta, mas, por puro azar, acabamos ter que fazer sempre? Hummm… Sei lá, mas segue o baile…
 
Para organizar, vou falar de cada clã e quais os elementos mais importantes no em cada mirror. Vou colocar duas ou três cartas-chave e também tentar dar uma perspectiva de investimento de fate e uma humilde sugestão de mulligan.
 
 Então, hoje iremos clã a clã com as análises. Eu particularmente não gosto de análise “clã a clã”, mas acho que para resumir, neste caso fica até bom!
 
Caranguejo
 
 O caranguejo é uma delícia, carne macia e vai muito bem com um limãozinho. Estou brincando… O Mirror de caranguejo independentemente do splash é talvez o menos técnico. Pelo menos em minha opinião. As cartas vão definir mais que a qualidade do jogador.
 
 O Karada District é crucial no duelo. Nesse contexto, ver tanto o Karada quando o Miya Satoshi é crucial. Roubar os anexos do outro caranguejo fazem você sair muito na frente. O pior é que nem adianta muito destruir o Karada, pois o seu rival pode reconstruí-lo. Talvez sabotagem, nova carta de terra do ciclo elemental, ajude a manter esta fortificação na pilha de descarte.
 
Assim como há cartas-chave, há também cartas que pioram no mirror. Um exemplo é o Way of Crab. Claro que um Way of Crab bem construído é sempre útil, mas contra um deck com “salvamentos” a aplicabilidade da carta perde efetividade.
 
Em termos de variações dos builds, entendo que os decks que usam o Nublar a Mente tendem a ser melhores no “Mirror Match”.

Por último, minha sugestão de hard mulligan é o nosso imperial favorito: O Miya Satoshi. Claro que baixar ele rapidamente deve ser feito com cautela, pois afinal, seu oponente está jogando de caranguejo!
 
Fênix
 
 As builds da fênix variam muito. As cartas vão definir bem menos que no mirror de Crab. Vai preponderar a habilidade do jogador e tanto o arquétipo de desonra quanto o arquétipo YOLO (agressivo) podem se der bem. Leve vantagem para o arquétipo agressivo, mais pelo poder cru das cartas.
 
Uma questão que vale lembrar que o Tadaka é peça chave apenas se conseguir manter ele sem o nublar a mente. Normalmente, a fenix não tem medo de usar os feitiços para ter eles disponíveis na pilha de descarta, logo, o Tadakão da massa tem muito espaço para brilhar. Uma dica nesse quesito é usar a Kyuden para limpar o descarte fazendo o Tadaka ficar ineficiente. Muitos jogadores não se atentam para isso e quando percebem se encontram rendidos ao Tadaka com cópias dos eventos nas mãos e na pilha de descarte.
 
Outra carta chave é a besta aquática Feral Ningyo. Os conflitos da água ganham muita importância. Vale muito a pena investir Prodígio das Ondas e no Atsuki. Mesmo se não conseguir ganhar o anel da água, os efeitos desses personagens podem ser ativados. Fique atento e não deixe a oportunidade de investir nesses personagens escapar.

Tem uma coisa importante que já ia esquecendo… Se você usar Karmic Twist em seu deck, o Feral Ningyo do seu oponente pode até ser um tiro que sairá pela culatra. Com a reviravolta, você pode mandar os fates para o Ningyo que irá ir embora ao fim do conflito. Essa é uma opção boa de contra-ataque. Eu fico sempre esperando esta oportunidade, pois adoro esse “truque”.
 
Uma questão que torna este mirror bem técnico é o valor que cada um dos players vai conseguir tirar do Contra as Ondas. O uso dessas cartas com sabedoria vai fazer toda a diferença e não basta ver elas para sair vencedor. Minha dica é: Guardar para o momento crucial sem perder as cartas para conflitos de terra. Em geral o melhor uso é para virar os personagens adversários fora dos conflitos, pois nos conflitos, seu oponente pode jogar a clareza de proposito ou até recorrer um Contra as Ondas dele próprio que etá no descarte. 
 
 A dica de hard mulligan é no conflito. Se tiver assassinato no deck, tente conseguir um logo de início. Matar a Isawa Iona ou um Atsuki é puro valor!
 
Unicórnio
 
Os pôneis, assim como o crab vão depender muito das cartas e no caso deles o splash fará toda diferença. O splash dragon leva vantagem na versos os também populares splashes alternativos que são: Crane, Crab e Scorpion.
 
Em termos de dinastia, a Iuchi Shahai larga como uma das cartas chaves relevantes. Ela vai ajudar na economia e o infiltrado também garante uma porrada bacana em um conflito político. Também não podemos deixar de mencionar o acampamento Shiotome que acelera bem o jogo.
 
Tente, sempre que possível deixar o conflito militar por último, para extrair maior valor da casa nova e atacar no conflito que mais interessa quando as defesas do adversário estiverem mais baixas. Ser o primeiro jogador é bem importante, por que na esmagadora maioria das vezes apenas um dos players vai efetivamente fazer 3 conflitos.
 
 Uma carta primordial no mirror que também precisa de ser lembrada é o anexo que conjura cavalos aquáticos. Ok, a carta é boa por si só, mas no mirror ela pode garantir a ativação da fortaleza e também impedir que o adversário acione. Taí um belo alvo para Solte.
 
 Sugestão de mulligan é meio obvia: Personagens custo 1. Você quer encher a mesa sem investir muito para usar a casa já no primeiro turno.
 
 Lion
 
Minha percepção é que a Hisu Mori Toride (HMT) larga na frente da YNS. Simplesmente por que o leão não é um clã defensivo. Para fugir do lugar comum, devo evitar colocar todo o peso da partida nos ombros do Invocador de Espíritos Kitsu. Deixando o militar por último, assim como na estratégia do Uni, o adversário leão tem menos poder defensivo para barrar a HMT.
 
Entenda que não estou falando que a casa nova é melhor que a velha. Estou apenas falando que, na partida de leão contra leão, a casa velha leva ligeira vantagem.
 
Nesse match, também não podemos esquecer de Carga. Com a restrição da carta, muitas pessoas esqueceram-se do poder e da vantagem econômica que a carta dá. Assim, caso tenha cancelamentos, lembre-se que esta carta chave pode mudar a partida e vale a pena guardar o cancelamento para esse momento.
 
 Outra carta que gosto bem no mirror de leão é o Sashimono. Um anexo custo dois é sempre complicado, mas como a potência do clã é o militar, ter um general participando de todos os conflitos do round é muito relevante. Um turno que o Sasshimono fica na mesa já é uma grande vantagem, pois você pode ter um personagem participando de até 5 conflitos. Antes que você pare de ler o artigo, eu confesso: Ok! Só eu gosto de Sashimono, eu sei… mas tenho que puxar sardinha para as cartas que gosto. Além do mais, no mirror ela realmente é boa.
 
O Leão é um dos meus clãs favoritos atualmente, apesar de pouquíssima prática. Jogando na última temporada de inverno deu para sentir que o line up de província também é importante no mirror. O jogo Lion versus Lion é franco. Assim, ter o Public Forum no line up ajuda bem a ganhar o tempo necessário para fazer os primeiros ataques na fortaleza do oponente. Eu prefiro as províncias do ciclo novo, mas, no mirror, eu acho que o fórum ajuda mais.
 
Escorpião
 
Esse é o mirror mais técnico em minha opinião. Eu penso assim por que é muito provável que ao jogadores consigam comprar muitas cartas. 
 
Claro que de partida o Hidden Moon Dojo já desponta logo como uma carta definitiva, assim como o calango com imunidade. No início, o único anel relevante é o anel da terra. Depois a coisa muda um pouco…

Temos que lembrar que na partida entre escorpiões a honra tende a descer bem rápido e o jogo tem alta chance de acabar por desonra. Nesse quesito, o que mais vai fazer diferença é o banco de fate de cada jogador. Mais até do que um outro fator relevante: a quantidade de anulações. O Decreto Falso, por mais que eu ache crucial, no turno final acaba mantando um ou outro jogador. No caso do mirror, cancelar um Jogos da Corte, um Que Vergonha! ou outro Decreto Falso vai acabar te desonrando do mesmo jeito. Então, use a atriz para roubar o Ilusionista e se salvar da desonra… ela pode brilhar muito.
 
Atualmente tenho jogado com três Ilusionistas no deck e tenho ido bem no mirror. A Sobrinha Favorita já ficou famosa pelo seu valor no mirror também. Então lembro mais uma vez da atriz, que pode muito bem se passar pela sobrinha. Não são tantas cartas inúteis assim, então prefiro deixar meu adversário comprar a sobrinha para eu roubar. O último uso da atriz que gosto, especialmente no turno final, é roubar um Kami liberto para aquele duplo fogo matador. Fogo acaba sendo melhor que ar, por que com o anel do ar o colega vai ter mais uma chance de ativar a fortaleza em você. 
 
Antes de encerrar com uma sugestão de muligan, faço mais uma vez destaque a importância do banco de fate no turno em que um ou outro será desonrado. Às vezes, só lotar a mesa e ter o último personagem desonrado deixando o jogo já faz toda a diferença.
 
Por o último, mulligan deve ter a intenção inversa do senso comum. Enquanto em um match up normal você quer as cartas úteis antes, nesse match up, você quer as cartas úteis no final. Para mim, não faz muita diferença quem começa bem. Tudo culmina em um turno que rola uma trocação franca de desonra e algum escorpião acaba levando a pior.
 
Garça
 
Convidada de Honra. Pronto, vamos para o dragão.
 
Estou brincando. Claro que convidada é crucial, mais há mais coisas aí. Por exemplo o terreno favorável. Valorize essa fortificação, ela pode levar não só a convidada, mas também todos os personagens que se destacam nos conflitos. Eu normalmente guardo o terreno quando não tenho um uso muito claro no turno. Sou bem conservador, pois sei que esta fortificação é crucial.

Outra dica é não estressar muito no controle de quem tem A Voz da Honra ligado. Parece um contrassenso, mas aquele turno nem fará tanta diferença. Use as cartas para ganhar conflitos com sabedoria. Coloque muito fate nos personagens e lembre-se de não sair explorando províncias igual um maluco. Se você fizer isso, a Estação do Magistrado e agora a Banquete ou Fome podem definir contra você jogo.

Se prepare para o fim do jogo. A garça que sairá vencedora será o que administrar fate melhor. Basicamente, a ideia é fazer um bom banco de fate para baixar os rivais com bastante combustível, jogando-os no late game. Mas diferentemente do mirror de scorpion, o início tem algum importância, especialmente pela ativação dos anéis.

Dragão

Ainda bem que demorei para terminar o artigo. Hoje, dragão nem tem mais Banquete ou Fome. Na época negra desta província no line up do Dragão, a dica era fica encarando o coleguinha sem fazer nada e usando Solte nas Lâminas do Desbravador. Agora facilitou um pouco. Uma alternativa é comprar menos no turno inicial e explorar sem medo de ser feliz. Ok... Isso vale para quase todos os clãs que enfrentam dragão.

Entretanto, mais especificamente, quando um dragão enfrenta dragão, você tem que usar bem sabiamente os Solte e os Místicos Miya. A lâmina era um alvo bem útil, mas hoje eu acho que o Nublar A Mente faz até mais diferença. Isso ocorre, por que a tendência é colocar muito fate nos personagens aumentando o impacto dessas cartas. Então use bem e proteja contra essas cartas.

Em termos de personagens, aprendi na prática que o Mestre Elemental é bem definitivo. As estrelas do dragão têm glória alta e tirar os personagens dos dois jogadores do ordinário é algo muito poderoso. Uma dica bem interessante é lembrar que você pode usar o Ancient Master como anexo. Vejo muita gente reclamando que viu poucos socos e poucos punhos e acabam morrendo com um Mestre Ancião na mão. No final do jogo, você consegue, usando o Ancient Master como anexo, até girar seus kihôs e obter muita vantagem.

O hard mulligan não varia muito. O que eu faço diferente é colocar mais fate que o normal no Forjador Agasha, por que dragão normalmente não tem assassinato. Eu mesmo inclusive, nunca coloco no deck jogando de dragão, pode ficar tranquilo, prometo … ;) rsrs


Então foi isso pessoal!

Espero que tenham tido alguns bons insights com esse artigo sobre como jogar contra seu próprio clã. Claro que eu não sou nenhum especialista, mas acho que o conteúdo trazido é um boa base para incentivar alguma discussão e trazer táticas bacanas que nem todo mundo conhece… Se você lembrar de algo que tenha esquecido e que faça diferença, não deixe de comentar. Sei que há vários leitores especialistas que podem contruir muito para avançarmos nas estratégias. O objetivo aqui é sempre o mesmo: Aprendermos sempre juntos… Até a próxima!