Aventura vs História

Este texto é fortemente inspirado em uma publicação de um de meus autores preferidos, o Patrick Stuart de Deep Carbon Observatory, Maze of the Blue Medusa e Veins of the Earth.
Em um jogo de RPG eu estou sempre perseguindo a aventura, nunca a história. A aventura é um processo vivo onde todos colaboram e tem igual responsabilidade. A história é um conto do narrador do jogo, é a obra de um escritor.
Quem persegue a aventura nunca se frustra quando a sessão vai para um caminho totalmente inesperado, se emociona com idéias, valoriza o poder de agir de todos aqueles que estão na mesa.
Quem vai de história propõe um fim muitas vezes antes de existir um início, condiciona o poder de inovar de seus colegas de jogo e se amargura se toda aquela bela obra escrita previamente com duro esforço não tiver endosso para ver a luz.
A aventura vai te fazer questionar, se surpreender, tomar rumos nunca antes imaginados e no fim do dia ela vai produzir uma história que cada participante vai contar de uma maneira diferente, pela sua própria ótica, lembrando de seus feitos e falhas.
Quanta aventura uma história pronta é capaz de produzir?
