Esporte e Educação: um jogo que todo mundo vence
Por Betânia Nascimento

“Se divertindo e ao mesmo tempo se educando”. Foi com essa frase que seu Nuca Balbino definiu o projeto Denys Paraíba de Futebol. Enquanto a garotada grita “olha a falta”, e o treinador incentiva “olha o coletivo”, os minutos passam sob os olhares atentos dos que ali estavam assistindo ao treino.
Reinaldo, doze anos, é corintiano apaixonado e tem Cristiano Ronaldo como seu maior ídolo. Ele fala que sonha em ser jogador de futebol e acredita nos estudos e no esporte como oportunidades para crescer. Luan Francisco e Lenildo José, ambos de 13 anos, estudantes do sétimo e oitavo ano, respectivamente, falam do quanto gostam de fazer parte do projeto e do quanto o esporte faz a diferença na vida deles: “O projeto representa muito na vida da gente, ajuda no nosso desempenho e nos afasta das drogas, e assim nós não ficamos dispersos, brincamos, nos divertimos, fazemos novos amigos e na escola ajuda tanto nas aulas práticas, quanto nas teóricas”, diz Lenildo José.
Com emoção nas palavras e no olhar, Denys conta que a ideia surgiu inspirada em seu filho, que criado apenas por ele, também gosta de futebol e se tornou seu grande incentivo para a criação da escolinha. Segundo o coordenador do projeto, as dificuldades são muitas, especialmente financeiramente, uma vez que, a maioria é carente e precisa de uniforme, chuteiras dentre outras necessidades, “Os apoios são poucos, mas graças a Deus existem aqueles que nos ajudam como podem, também saímos pedindo ajuda de porta em porta”, afirma Denys.
É possível sentir nos gestos, no olhar, nas palavras de incentivo e nos momentos de orientação a felicidade e a emoção de estar em meio aqueles pequenos grandes homens que sonham e esperaram ansiosos para entrar em campo, perguntando-se quando será a hora de correr atrás da bola, mesmo quando desconhecidos lhes surgem fazendo perguntas fora de hora, pois tudo o que querem é serem liberados para o tão esperado fim de semana.
Há um brilho que palavras não conseguem explicar no olhar dos voluntários, das crianças e adolescentes, especialmente, do treinador que emocionado finaliza: “Não existe pra mim dificuldade, vou lhe dizer olho no olho, se tem uma coisa que me faz feliz é estar aqui. Essa felicidade não tem dinheiro no mundo que pague, se não existir mais esse projeto, a metade de mim morre”.
Edição Mirelly Passos

