Bronca, desabafo e choro: Galvão é protagonista no ouro inédito do futebol

Neymar, Weverton, Rogério Micale e vários outros jogadores tiveram participação importante na conquista do inédito ouro olímpico, mas o fim do jejum teve outro protagonista. Ele não fez gols, deu passes ou fez grandes defesas, mas Galvão Bueno é sim parte da medalha de ouro.

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O principal narrador da TV Globo é sempre uma grande atração nos jogos da seleção, mas ganhou ainda mais destaque na campanha que terminou com a vitória nos pênaltis sobre a Alemanha.

Com o poderoso microfone da Globo na mão, Galvão começou a campanha com desabafos e críticas aos jogadores da equipe após os empates sem gols contra África do Sul e Iraque. O alvo principal foi o capitão Neymar. No fim, sobrou choro e emoção.

Galvão reclamou do silêncio do camisa 10 e chegou a dizer que ele não é nada perto de Marta após o empate com o Iraque.

“Ontem, no jogo do Engenhão, num determinado momento da partida, a torcida começou a gritar que a “Marta joga mais que o Neymar”. Eu entendi isso, não só como uma brincadeira, como um desabafo porque o futebol feminino tem jogado aquilo que o torcedor quer ver. E o futebol masculino não joga o que o torcedor quer ver. Até porque não há comparação da Marta com o Neymar. Ela tem cinco bolas de ouro, tem todos os títulos. O Neymar pode até vir a ser mais importante que ela, mas hoje é nada. Nesse momento, ela é mais importante”, desabafou Galvão, antes de criticar o silêncio de Neymar.

“As milhões de pessoas que estão em casa tem o direito sim de ouvir o seu ídolo, aquele que joga com a camisa da seleção. É uma falta de respeito. É feio, não é profissional e não é ético. Uma vergonha”, afirmou.

Mesmo após a vitória por 4 a 0 sobre a Dinamarca e a classificação para as quartas de final, Galvão voltou a criticar Neymar, que voltou a deixar o gramado em silêncio.

“O Neymar não fez o correto, como capitão do time, de sair com fones de ouvido ali naquela zona mista, que tantas vezes você [Ronaldo] passou com vontade nenhuma de falar e sempre falou por obrigação, pelo nome que você tinha. O capitão não faz isso, não pode sair dali sem falar. Não acho que Bellini, Mauro Ramos, Carlos Alberto, Dunga, Cafu, os capitães dos títulos fizessem uma coisa dessas, então são coisas distintas, é o protocolo que determina isso”, desabafou.

Vieram as vitórias sobre Colômbia e Honduras e as grandes atuações fizeram com que Galvão voltasse a elogiar o desempenho do camisa 10. Na final, o amor entre Galvão e Neymar já existia novamente, então foi a hora do narrador admitir a emoção e o choro com a medalha de ouro.

“Passei um pouco do ponto. Mas era para passar mesmo”, disse na sua participação do Jornal Nacional.

Alguma dúvida de que Galvão foi também protagonista na conquista do ouro inédito?


Originally published at torcedores.com on August 21, 2016.