Do sertão à glória: Yane Marques é porta-bandeira do Brasil no Rio

Em meio a votação popular onde se podia indicar uma escolha óbvia para ser porta-bandeira do Brasil, como Serginho — escadinha do vôlei ou mesmo Robert Scheidt (velejador) que são multi-campeões em suas especialidades, eis que surge uma atleta do sertão de Pernambuco, Yane Marques, bronze no pentatlo moderno, nos Jogos Olímpicos de Londres (2012) para empunhar bandeira brasileira na abertura oficial do evento, na próxima sexta-feira (5).

Yane com essa conquista quebra outro longo tabu. Desde de 2000 (Sidney — Austrália) não tínhamos uma mulher com essa responsabilidade. Ante, Sandra Pires, do vôlei de praia, carregou o mastro da bandeira. É a segunda na história. Nomes como o próprio Scheidt, Rodrigo Pessoa, Torben Grael e João do “pulo” tiveram esses privilégios.

A atleta brasileira aos 32 anos e nascida em Afogados da Ingazeira chega nas Olimpíadas na expectativa de um top 3. “Foram algumas surpresas. Primeiro a indicação, depois o resultado.”, afirma. Yane será, depois de 28 anos, a primeira porta-bandeira sem um título olímpico. O último foi Walter Carmona , (judoca) bronze em 1984.

“Carregar a bandeira já é uma situação honrosa. Quero ser muito alegre, certez de que através do esporte o país pode se unir mais”, ressaltou.

Yane Marques também é militar. Vinda um projeto no exército para formar atletas, para o Pan-Americano, em 2007, acabou surpreendendo e levando ouro já naquela competição. Em 2008, Pequim — China, acabou terminando em 6º lugar.

Além disso repetiu o ouro no Pan — Toronto (2015), prata no campeonato mundial também em 2015 e em 2013 foi bronze. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (2011) também levou à prata.


Originally published at torcedores.com on August 1, 2016.