Sobre viajar

Ou: Como a melhor parte da viagem volta só na memória

Gabriel Toueg
Jun 25, 2013 · 2 min read

Já viajei bastante, é verdade: na minha última contagem, tinham sido 20 países, em quase todos os continentes! Mesmo assim, e mesmo tendo morado durante sete anos no Oriente Médio, viajei bem menos do que gostaria! Ainda não conheci boa parte do mundo! Minha lista de países para visitar, para conhecer, para explorar é imensa…

Mas não interessa a lista. Nem a dos países visitados, nem a dos que eu quero visitar. Quero mesmo é escrever sobre a importância das viagens – porque não viajo (só) para marcar pontos em um mapa!

Viagens não são apenas sinônimo de férias e diversão – são a única forma de conhecer profundamente idiomas, culturas, sociedades, pessoas. Nenhuma experiência fora (do seu país, da sua cidade) pode ser ruim. Elas permitem um autoconhecimento gigantesco.

Quando saímos do nosso mundo, da nossa maluca rotina, quando passamos a ser só nós, longe de toda referência que conhecemos, do som do nosso idioma, do conforto da nossa cultura, das orientações geográficas, dos nomes conhecidos de ruas e lugares, passamos a enxergar as coisas e a nós mesmos de outra forma. Passamos a nos permitir uma autoanálise, até a pensar nosso papel no mundo. Viagens dão mais tempo para refletir, algo impossível na loucura do cotidiano.

Viajar é sexy!

Acredito que a felicidade não é algo perene, contínuo, muito menos eterno. Felicidade é algo que sentimos em um determinado momento, como quando conhecemos uma pessoa bacana, os olhares se cruzam e as borboletas dançam no estômago. A felicidade é uma faísca. Experiências fora são repletas de momentos assim. Quando estamos longe de olhares conhecidos e críticos, nos permitimos viver de forma mais intensa, a nos “jogar”, a sermos mais autênticos.

Por isso, amadurecemos quando viajamos. Por isso “crescemos” a ponto de estranhar verdadeiramente o mundo que deixamos antes de partir. Por tudo isso, faça a sua mochila!

Nas minhas rondas, troquei experiências, ampliei meus horizontes, aprendi um montão, enfim. Mesmo antes dos 25, quando encaixotei meus livros, fechei um apartamento, fiz duas malas e me mudei para o Oriente Médio, já tinha botado o pé na rua e subido em algum avião, ônibus, trem… E tinha experimentado um pouco do mundo – fosse a trabalho, fosse a estudo, fosse em alguma atividade voluntária, fosse passeando, mesmo – fosse sozinho, fosse acompanhado.

Já fez as malas? Para onde vamos?

Os israelenses

Ideias e provocações sobre os habitantes de Israel

    Gabriel Toueg

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    Jornalista. Storyteller. Ex-OrMed e Chile, atualmente SP. Coleciona cédulas. Time UX da LATAM Airlines. Faz palavras-cruzadas. TW/IG @gtoueg + gabrieltoueg.com

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