Os “rebeldes sem causa” de BH

Por Carlos Hauck • Brasil

Na noite de quinta-feira (4), pré-carnaval, as ruas do Centro-Sul de Belo Horizonte ocupadas por foliões em bicicletas. É o Bloco da Bicicletinha, que reúne interessados em um meio de locomoção alternativo e defendem que pedalar é, acima de tudo, um ato político.

Pedalar é uma forma de (re)conquistar o espaço público. Em uma época ondE o uso de veículos motorizados é incentivado pelas indústrias e pelo capital, o uso da bicicleta é uma forma irreverente de contestar esse modelo.

Porém, na altura da Praça Raul Soares, o festejo foi interrompido pela PM que disparou bombas de efeito moral, bombas de gás lacrimogêneo e tiros com bala de borracha. O motivo? Uma viatura da Rotam tentou atravessar o bloco e para não ser atropelado, um ciclista pulou de sua bicicleta, que foi parar embaixo da viatura.

Em comentário sobre a ação da PM no bloco, o prefeito Márcio Lacerda denominou os ‘’bicicleteiros’’ de ‘’rebeldes sem causa’’. Tal fala, gerou revolta entre os ciclistas que se organizaram nas redes sociais para um evento na Praça da Estação, junto ao bloco Praia da Estação, denominado ‘’Ei, polícia, Carnaval é uma delícia’’.

Além disso, muitos internautas se organizaram na campanha do Twibbon e colocaram a logo ‘’rebeldes sem causa’’ na foto de perfil, como uma forma de manifesto.

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