Tambores de lutas

Por Mídia NINJA • Brasil

O bloco Tambores do Olokun, que tradicionalmente cultua Yemanjá no dia 2 de fevereiro, saiu em homenagem e protesto no sábado, reunindo cerca de mil pessoas na praia do Flamengo — RJ, dando inicío ao carnaval de matriz afrobrasileira.

No meio do Maracatu, das saias rodadas e da ancestralidade do baque, mensagens de Orum chegam e pedem amor à diversidade.

A resistência à intolerância inflamou ainda mais o grito dos tambores nesse carnaval, em favor de todos os povos de periferia, dxs negrxs, LGBTTT e praticantes de religiões de matriz africana.

Adriano Cor, a Baiana Rica, uma das figuras tradicionais nos maracatus rurais e de baque virado, deixou dor e saudade após ter sido assassinado vítima de homofobia em Julho do ano passado.

A afirmação de que o ódio ainda está na raiz faz o carnaval também lutar por todos os Adrianos, Kailanes, Cleydisons, Cláudias e Amarildos.

Os Outros Carnavais existem e o desamor não irá calar a liberdade.


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