Vítimas da existência


São Paulo, BRASIL • Flalbert Cecconato

Nunca tinha estado no carnaval de rua da Vila Madalena. Saí com câmera e flash feito um predador sedento, disparando sobre as presas sem nenhum pudor.

Motivado por um desejo intenso em delatar a excentricidade humana, percorri os estreitos corredores ao longo da Aspicuelta, em busca da próxima vítima.

Como Manoel de Barros poetizou “vi uma lesma pregada mais na existência do que na pedra. Fotografei a existência dela”. O propósito é de fotografar a vida das pessoas, o que elas transmitem, no que consiste sua existência.