Vamos falar sobre Solidão — O dia em que a minha mãe me deixou
Ryo
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A depressão me salvou (introdução)

Já senti solidão. Durante muito tempo me sentia só grande parte do tempo, mesmo quando rodeado de pessoas amigas.

Sempre tinha sido assim, então julgava que isso era parte de minha personalidade.

Já adulto, passado pelo fim de um relacionamento longo, no meio de outro relacionamento (menos longo, mas não menos intenso), com a morte de meus pais, tive uma crise de depressão maior e minha companheira conseguiu me convencer a procurar ajuda psiquiátrica.

Esse foi o início de meu caminho para uma “cura” — por isso digo que a depressão me salvou — do que eu sempre achei que era apenas um traço de minha personalidade.

Na busca de ajuda para a crise depressiva desencadeada pelo luto (luto não é depressão, mas pode desencadear) eu tive, pelo histórico, com o auxílio de um ótimo profissional, o diagnóstico possível de distimia (Transtorno distímico ou depressão leve crônica).

Tratei a depressão maior e iniciei o caminho com terapia para aprender a lidar com a distimia.

Desde então, meio de 2005, estou em constante auto aprendizado com várias retomadas de algum tipo de terapia.

Já aprendi bastante sobre mim e como eu “funciono”. Muitos traços que julgava ser minha personalidade e era a distimia estão completamente contornados e com poucas recaídas (que consigo resolver sozinho).

Sobre a solidão? Não me sindo mais sozinho. Aproveito as pessoas e creio que elas aproveitam minha presença.

Eventualmente busco, deliberadamente, estar sozinho. Ainda tenho um pouco de uma “fobia social” eventual. Tratei disso em um texto meu aqui no Medium.