Diálogos da madrugada

- O amor existe?

- Que amor?

- Você sabe. Maitri, Karuna, Mudita, Upeksha. Tudo junto.

- Você pergunta porque deseja amar alguém?

- Sim, desejo. Vai além disso, na verdade. Eu sinto um impulso incontrolável. E sinto que posso.

- Desejos e impulsos. Hmm. Desejar não é poder.

- Mas eu sinto que devo. E que estou pronto.

- Está pronto para o que?

- Amar, ué.

- Logo, o amor existe?

- Acho que sim! É algo diferente. Sinto que essa pessoa é parte de mim.

- Qual é a sua pergunta, então?

- Quantas partes de mim estão faltando?

- Todas. Nenhuma. Posso rir das suas perguntas?

- Espera. Você não está me ajudando. Para de responder com perguntas, por favor.

- Desculpa.

- Eu tenho uma dúvida legítima. Eu existo, afinal?

- Cara, você está muito alienado.

- Me responde. EU EXISTO?

- Você é mesmo engraçado. E eu, existo?

(pensei por alguns momentos)

- Quem é você?

- Ótima pergunta. Finalmente. Com quem você quer falar?

Foto por Aline de Oliveira
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