Procuro suas fotos jogando videogame no sofá e tento recordar todos os detalhes da noite naquele hotel barato. Não encontro as fotos e minha memória regada a cerveja do boteco no centro não ajuda, mas relembro seu beijo com a clareza do nascer do dia.

O primeiro, os seguintes, e o último. O encaixe perfeito, a mão erguendo de leve o meu rosto tímido. A delicadeza da minha mordida, a reação lascívia do seu corpo. O gosto de sonho.

O ritual entre os sorrisos, a música tocando ao fundo, frases de uma conversa qualquer e o toque dos lábios. Meus pensamentos sobre como você era bonito interrompidos pela proximidade do calor do seu peito, suas mãos pelos cabelos e a saudade afogada no instante que as bocas se encontravam.

Eu já nem lembro mais do seu cheiro e imagem dos seus olhos castanhos pode desaparecer pra sempre, mas o seu beijo estará guardado. Meu. Para sempre.

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