Quando o passado imaginou o futuro
O retrofuturismo criou artes incríveis combinando a nostalgia a um futuro idealizado e ultratecnológico.

“Os sonhos do futuro revelam mais sobre o sonhador do que sobre o futuro em si”.
— Autor desconhecido

Imagine a Terra do século passado. A tecnologia evoluía como nunca, o mundo mudava com rapidez, caminhando em direção ao desconhecido. O futurismo, movimento artístico e literário, surgiu a partir de uma reação da humanidade ao progresso desvairado trazido por acontecimentos que mudaram o curso da história, como a revolução industrial e a corrida espacial. Os artistas imaginavam o que estava por vir, dando vida a suposições grandiosas e hi-tech através do design.
O tempo passou e — que surpresa! — quase nenhuma previsão virou realidade. Esse período ficou conhecido como “retrofuturismo”, o futuro visto pelo passado. Suas produções mesclam os estilos retrô de um passado cinza com a tecnologia de um futuro distante, idealizado, onde homens viveriam com máquinas milagrosas resolvedoras de problemas de todos os tamanhos. Pense numa realidade parecida com a dos Jetsons, só que dez vezes mais pirada. O retrofuturismo explora a tensão entre o passado e o futuro, enfatizando os efeitos simultaneamente alienantes e empoderadores da tecnologia.

As criações do retrofuturismo foram as mais variadas, encontradas em todas as mídias da época. De peças publicitárias a capas de livros e revistas, passando por vídeos e propaganda política, a gente percebe que a preocupação com os avanços tecnológicos era real, e que o futuro vinha envolto em curiosidade, encanto e um pouquinho de paranoia.

O legado do retrofuturismo segue forte. Hoje, é possível perceber elementos retrofuturistas nos mundos da moda, da arquitetura, do design, do cinema e dos vídeogames, mostrando que, se o futuro influenciou o passado, a recíproca é bem verdadeira.

We <3 retrofuturism!
