De quem é a agitação do meu filho?

O que é isso que nossas crianças estão vivendo?


Acostumamos-nos com nossa vida sendo avaliada pela nossa “performance”: Nossas relações, nosso trabalho, nossa produtividade, nosso desenvolvimento pessoal… Tudo virou mensurável, avaliável, comparável… E no meio de tanto “Carpe Diem” espalhado por aí, parece que esquecemos-nos de viver bem, de prezar pela qualidade de vida. Não é irônico?

Rompemos com o equilíbrio e partimos para o “8 ou 80”. De um lado, negamos tudo que não for prazeroso, lutamos contra as frustrações, empurramos os obstáculos e relações difíceis sem insistir muito (não há tempo, estamos com pressa), desistimos do que é trabalhoso e toma tempo. Estamos correndo pra onde? O que faremos com o tempo que economizamos correndo? Do outro, estamos nos levando ao limite com todos os mil prazeres imediatos, a corrida pelo status, pelo carro do ano, pelo rosto bonito, pelos amigos do face.

Ainda não sabemos…continuamos educando (antes de tudo pelo exemplo diário!) crianças pra performance, pra pressa, pra competitividade, pra fugir de seus desafios, para se distraírem de si mesmos, não acha?

E cada vez mais os educadores e pais reclamam que os filhos estão agitados. E os médicos receitam mais remédios (775% mais ritalina para crianças) porque precisamos de soluções rápidas. E as crianças ficam mais dependentes dos remédios, mas mais calmas e nós achamos que temos que pensar menos a respeito.

Entende o ciclo?

Porque será que mesmo com tanta informação disponível, continuamos administrando mal nossos sentimentos e sendo infelizes? Vivendo burnouts, transtornos, síndromes, ansiedade, depressão? Será que algo de essencial não nos tem escapado? E que dirá na escola?

Como bem disse Mário Sérgio Cortella, “se as crianças não podem fugir fisicamente da escola, o fazem mentalmente”. As coisas continuarão sendo o que são, se não pensarmos e agirmos a respeito.

O que estamos cobrando de nossas crianças? Quais expectativas estão sendo postas em cima delas?

  • Aprenda a ler mais rápido
  • Você não é bom como o restante da sua turma
  • Você é hiperativo, dá trabalho
  • Você precisa se inserir no mercado de trabalho
  • Você precisa ser melhor que o outro
  • Você precisa dar conta de tudo o quanto antes
  • Você precisa ser independente
  • Suas notas não estão boas, a culpa é sua
  • Você só brinca, agora já é mocinho, chega.

Agora chega

Agora eu sugiro uma revisão. Revisão do quanto vocês se dedica a vocês mesmos, Pais que Educam. Quanto dedicam ao seu potencial criativo, as relações que te cercam, ao seu bem estar, ao seu equilíbrio?

As vezes eu sinto que estamos esperando a aposentadoria, a velhice, pra nos permitir viver com mais tranquilidade e voltados para nós mesmos, sem distrações. A armadilha é que se esperamos esse momento chegar — considerando que ele chegue — não sabermos o que fazer e nos entregarmos pro tédio.

Eu proponho que comecemos uma brincadeira pra criar novos hábitos: #otempoémeu ! O tempo que você tem gastado com um aprendizado novo, com um hobby, com seus filhos, com seus parceiros e etc. O que acham? Compartilhe fotos com a gente em nossa fanpage com a #otempoémeu, mas mais do que isso: Usufrua desse tempo!

Que tal?

Que tal despertar e rever a vida?

Bom dia, Pais que Educam.


Este é um dos textos do blog Pais que Educam, destinado a todos os papais e mamães que querem aprimorar sua participação no desenvolvimento de seus filhos. Para acompanhar todas as dicas e tirar suas dúvidas, acesse o site e nos acompanhe no Twitter e Facebook

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