dont worry about me

nesses dias me espero contente.
fui transparente até com gente que nem olha nos olhos enquanto diz.
a treta mais compatível com as minhas dúvidas, era eu feliz.
quem disse que não foi por um triz?
eu passei de raspão, ela num quis.
passei uma tarde inteiro, foi notado somente o pouco que fiz.
ponto final em cicatriz é presente sem laço.
cicatriz é com pontos finais e não digo isso atoa.
ao soar o suor da camisa eu me lembro do suor que não sequei, secamos.
dias e dias deitados e só tinha se passado uma hora…
eu só tinha pedido aos céus ´´não vá embora´´
disse mais que a própria boca, deixei o ditado de lado sobre ter duas orelhas
e fui infeliz. 
mereci, torci o nariz e disse estar tudo bem.
afinal, se com pontos eu fiz cicatriz, com apenas um ponto eu não reparo os danos que fiz, os danos que nunca quis.
3 da madruga eu implorando perdões pra mim mesmo.
recitando poesia sólida.
e mais uma vez as palavras molharam-se.
amedrontaram-se. 
mas no caminho seguiram secas iguais as ultimas palavras que te deixei.
não fui embora triste, você nem sabe disso.
despejei balde de muita euforia, 
antes de te deixar disse pra mim mesmo que não voltaria
só que esqueci que eu mesmo sou somente um só.
tento, ao acalento me lembro do quanto sozinho sou completo.
quieto sou mais falante que meu estado normal.
apenas sei das coisas, satisfaço me delas como quem num baile as cegas escolhe seu par pra vida inteira.
e não se preocupe comigo, querida que fostes por mim,
de todas suas dúvidas te digo sim, fui pra te deixar feliz.
como quem quando chove corre pro quintal, tira as roupas e não a do varal.
corpo molhado e satisfeito, nós por horas deitados.
formato de nó.
embaraçados até a hora que voltarmos desse nosso mundo.
estagnados.
embriagados de toque de pele, suor de teor alcoólico. 
sem palavras eu mesmo me deixo.
sou consciente ao ponto de me resguardar para próximas páginas.
contas e mais contas de quantas vezes deixei escapar que te achava linda.
nunca fui bom em exatas, perdi as contas.
era meu cuidado falando em forma de fala.
me calava quando me olhava porque era dali que as palavras nasciam…
você se esqueceu de quando devagar nasceu, cresceu e enraizou detalhes nascidos ali mesmo, no nosso primeiro sorriso a sós. 
nús como nós sempre fomos. 
atitude de adulto ao deitar na cama.
imaturidade de criança por não querer sair dela.
batia os pés, batia a mão,
batia,
batia
e batia.
não importa quantas vezes, no fim ela sorria.
seria trágico se não fosse um final tão bom como ela sempre quis.
quando querias ela me alcançava e eu nem esperava.
eu esperando tudo, ela de mim,
nada
vá.
em mim.
eu mergulhei.
nesse fim que é não conhecer o fim.