Caixa de pandora — Mal 3 (Comparação social).

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Tu tem inventado a roda na tua vida, ou tem “praticado a modelagem” como vários gurus dos negócios têm ensinado?

A Internet tá cheia de artigos, e-books e vídeos motivacionais que te aconselha a copiar o comportamento e atitudes de “pessoas de sucesso” com a promessa de que você também terá o mesmo sucesso ou um resultado muito parecido.

Mas! O que é sucesso? Isso é tão subjetivo!

E como se pode afirmar que alguém se sente bem-sucedido?

Cuidado! O seu herói pode se sentir mais frustrado do que você imagina, até mais que você!

O problema é que essa tal modelagem incuti o indivíduo a atolar-se na lama da comparação social e para isso a gente não precisa de muito incentivo.

Parece-me que é visceral da nossa espécie usar o outro como uma métrica, medindo e julgando as nossas ações, sucesso e vicissitudes com base no amiguinho, no vizinho ou no cara que passa de carrão na nossa frente.

Scott Sonenshein fala no seu livro “O Poder do menos” que a comparação social provoca a frustação, pois desvalorizamos as nossas próprias habilidades e ignoramos o fato de que somos diferentes.

Se aceitássemos as nossas restrições e as nossas diferenças, poderíamos até chegar no objetivo desejado, estaríamos preparados para percorrer caminhos desconhecidos que talvez levasse mais tempo do que se imaginava.

Enquanto você paquera a grama do vizinho, ele está de olho na sua!

É por isso que eu sugiro (não é conselho é sugestão) que você invente a roda sempre que puder e queime os livros motivacionais que regurgita esses conselhos de merda!

Eles te ensinam a copiar o outro, mas não há nenhum alerta sobre os danos colaterais.