Cansado das velhas raposas…

Com a aparente desordem que vimos recentemente em que se encontra o parlamento brasileiro, a dita “casa do povo”, que do povo não vemos mais nada, e que esta somente tem servido para representação de desejos individuais ou de seus doadores de campanhas. É muito obvio que uma grande maioria, senão todos, dos parlamentares não tem interesse de realizar uma profunda reforma politica, somente se interessam em manter o status quo, pois este é benéfico as velhas raposas.

Creio que não há o minimo interesse em que os mesmos parlamentares diminuam seus próprios salários, ou que proponham a diminuição de seus próprios números, ou o fim da reeleição para todos os cargos do executivo e legislativo. Ano após anos vemos as velhas raposas hasteando novas bandeiras,e anos se passam e estas bandeiras não conquistam território, pois claro já serviram ao seu propósito, atrair incautos eleitores como moscas são atraídas pela luz.

E fica aqui para a reflexão, por que achamos que o velho tem interesse, digo aqui interesse porque continuamos e eleger as velhas raposas,em promulgar o novo? Isto claramente é culpa de um eleitor que tem memória curta, ou que não vê além daquilo que lhe é apresentando através das mídias, não se questiona, não cobra o porque daquele candidato que há quatros atrás não conseguiu conquistar o território da bandeira que novamente ele acena.

Desta forma vamos criando uma classe politica acostumada ao desinteresse daqueles que a elegeram, portanto estes vendo que o povo que o elegeu não cobra que ele trabalhe em prol do povo, ele começa a trabalhar em prol daqueles que importam a ele, ou seja, ele mesmo e aqueles que doaram para suas campanhas milionárias, por que estes com toda certeza cobram que algo seja feito em favor deles.

André: Sabe-se que um parlamentar é eleito para legislar, contribuir, inovar, criar, investigar... Contudo, no ultimo episodio de nosso drama legislativo, trágico por sinal, observamos que o coronelismo ainda persiste. Acenos à velha e boa direita: Religião, Família e União nacional. Se esquecem que a história ensina. Se esquecem das lições de Fujimori, Blanco, Pinochet, Galtieri, Mussolini, e por que não Hitler, que ensinaram que o fascismo já se foi. Foi enterrado nas covas do passado. Pior que uma esquerda desgovernada, é uma direta arcaica. Enterrada.

Gabriel: Vimos a face real de todos os parlamentares, fosse oposição ou situação, comportamentos infantis, e também mostraram a quem realmente defendem, ressaltando aqui três trágicos episódios, na minha opinião, que ocorreu durante a votação do impeachment.

1- Irônico, um deputado faz uso de sua função democrática, e da casa da democracia , para enaltecer o golpe de 1964 e o governo ditatorial que seguiu o golpe, e ainda elogia um dos seus maiores torturadores como se este fosse um herói da nação e não um dos seus maiores algozes.

2- Segunda ironia, um deputado representante de um movimento da minoria LGBT, que na minha humilde opinião causa mais danos do que benesses ao movimento, e também representante de um esquerda extrema, a mesma esquerda que acusa seus opositores de fascistas, entendemos em generalização que o fascista é intolerante, cospe em Jair Bolsonaro, ato que defino como extrema infantilidade e intolerância, irônico que a esquerda que aponta tanto fascismo não percebe que ela mesma se enquadra dentro do comportamento fascista.

3- O showman dos confetes, Wlad Costa, que durante o discurso e durante a votação, fez uma chuva de confete, como se fosse uma festa de fundo de quintal.

Basicamente vejo que o que há hoje no Brasil não pode ser mais chamado de parlamento, mas sim de circo, e todos os seus processos e principalmente a votação da admissibilidade do impeachment da presidente foi e é um espetáculo circense.

André: Nossos parlamentares que vivem sob o coronelismo, da direita, que finge ser esquerda, do povo. Da direita da raposa, sagaz. Que veste a pele de cordeiro. Raposa que nunca deixou de caçar, que usa do coronelismo, que está enraizado em nossas instituições politicas, que promove um individuo ao invés de promover um ideal, e o pior, às custas de fundo partidário e de doações pecaminosas, oriundas de empresas já incriminadas. Muitas de nossas raposas, ariscas à possibilidade de enjaulamento e de domesticação, do povo, mostraram seus dentes. Ferozes e encurraladas, se uniram em bando, e por meio de uma astucia digna de fabula promoveram ao publico, e ao povo o levante da austeridade. Elegeram, de forma direta o líder da matilha. Tão sujo quanto qualquer outra raposa da matilha, e o mesmo, retribuiu com sorrisos e acenos, garantindo vida longa à matilha, ao sistema politico, ao coronelismo, ao fracasso da republica e do povo; a velha forma de governo que age por meio do desgoverno.


Curtiu? Clique no coracãozin e compartilhe.

Não se reprima, nos escreva uma resposta.

Veja também outros textos de nossa publication: Papo de Bar

Like what you read? Give O Cara lá de baixo a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.