Consumismo é o instinto gregário humano.

Sobre a necessidade de estarmos sempre na moda.

Fábricas produzem a todo vapor novos produtos. Estocáveis. Colecionáveis. Tudo para que nós humanos possamos nos deleitar com a satisfação momentânea de nossos desejos pagãos . Mas, afinal, por que compramos tanto mesmo sabendo que o prazer pela satisfação do desejo dura até quando ainda existe desejo? Há algo além do fator econômico que nos impulsiona às compras, que após a compra de algo nos faz sentir completo, inteirado, no meio. Comprar algo novo nos traz prestígio perante os demais, afinal vivemos na sociedade do “ter”, que valoriza as pessoas pelo verbo de posse, dos magnatas e Maurícios e se esquece que o verdadeiro prestígio está no “ser”. Ser alguém é mais importante que ter algo.

Desde que o consumismo passou a modelar nossa personalidade e caráter passamos a nos tornar dependente da satisfação do desejo momentâneo. Assim, por meio das compras passamos a nos inserirmos na sociedade, que quem não está inserido na massa consumista não merece ser prestigiado. Quem é que liga para os que não possuem iphone ?

Por meio de produtos procuramos nosso bando. Por meio da posse buscamos empatia. Por meio da compra buscamos altruísmo. Por meio do consumismo buscamos nossa identidade, nossos instintos, gregário.

Não é pela economia que compramos, mas sim por podermos nos sentir parte de uma sociedade, de um grupo, de um bando. Compramos para nós, mas para agradar eles.

Comprar é estar inserido na sociedade. “Ter” é ser diferente, é “ser” prestigiado. Quando tudo se resume ao coletivo, e é o coletivo, a única forma de distinção é a moda. Já não basta mais comprarmos roupas de estações, pois agora o prestígio é dado à quem compra roupa da semana, pois somente os que comprar da semana estão na moda.

Vivemos em um processo iterante de consumo por prestígio, que de tanto consumirmos acabará por nos consumir.


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