Manifesto para obtenção do Saber Social

Brasil, 15 de Junho de 2016

Em virtude do capitalismo empregado como modelo social e econômico, entende-se aqui que o povo brasileiro é segregado em classes, e essas não remetem ao poder de compra dos indivíduos que as compõem, mas sim à necessidade de um estado paternalista que os suporte, assim classificamos neste as classes em:

  • Classe A: Nobreza, independente do estado
  • Classe B: Burguesia de herança, independente do estado
  • Classe C: Burguesia da conquista, parcialmente dependente do estado
  • Classe D: Baixa Renda, dependente do estado
  • Classe E: Proletariado, Altamente dependente do estado

Entendemos também, que a Sociedade Brasileira se constitui em duas Macroculturas: Cultura Real — estabelecida democraticamente sob um estado constituinte válido; que garante direitos e deveres aos indivíduos; que se sustenta por uma moral “real” onde todas as classes coexistem e são segregadas e agrupadas em duas microcultura: Cultura real primaria e Cultura real secundária; associada às mesmas respectivamente o conjunto de classes C-D-E e A-B-C. A segunda Macrocultura é a Cultura Virtual, estabelecida sob interesses individuais que remetem ao naturalismo; é estabelecida por uma moral “virtual”, sendo amoral; onde apenas as classes A, B, e C coexistem.

Tendo as culturas definidas, observa-se então características singulares perante à “coletividade” dos indivíduos. Assim, fica evidente a partição de classes nas duas Macroculturas, para que dessa forma possamos atribuir às relações entre os indivíduos aqui denominadas: sociedade transigente — do tolerante, composta pelas classes C, D e E, pertencente exclusivamente à Cultura do real primária, e sociedade intransigente — do intolerante, composta pelas classes A, B e C pertencente às duas Macroculturas, cultura real secundária e Cultura virtual.

O Fato de a sociedade intransigente, transitar entre as duas culturas (Real e Virtual) e de se relacionar com a cultura real primária, a torna um “agente transformador” para a Cultura Real, principalmente por esse agente ser um meio de transito de ideais e valores dentre as duas Macrocultura, que por sua vez, são contrapostos em virtude do paternalismo do estado. O transito de valores Virtuais para a cultura do Real causam uma deturpação dos valores éticos dos indivíduos da sociedade transigente e consequentemente da cultura Real, agindo assim como um poluidor do racionalismo e difusor de sofismas e falácias.

Grande parte dos meios que esse agente transformador usa para propagar os ideais interculturais remetem a psicologia de massas, por se constituir na mesma grupos manipuladores e de difusões de ideais que por meio da mídia conseguem uma difusão de suas idéias. Mídia essa que é dividida aqui em duas: mídia Regular — composta por toda e qualquer veiculo de informação regularmente submetido à moral da cultura Real, e mídia Irregular — composta por toda e qualquer veiculo de informação regularmente submetido à moral da cultura virtual.

Vale ressaltar que o surgimento de grupos manipuladores é observado não somente na sociedade intransigente, como também na transigente. Contudo, somente os grupos da sociedade intransigente possuem conotação de agente transformador pois esses transitam entre as duas Macroculturas. Tais grupos possuem em comum apenas a conotação de manipulação da massa e se divergem quanto ao propósito e ao tipo de sociedade que operam, e são aqui representados por: grupos políticos- que apesar do nome não possui associação à partidos políticos; usam de manipulação de massa na sociedade intransigente em busca de afetar a sociedade transigente e por fim à cultura do real, e grupos populares — que usam de manipulação de massa na sociedade transigente para afetar diretamente o meio politico.

Assim, pode-se afirmar que a sociedade intransigente faz uso da cultura virtual para se organizar em grupos manipuladores que atentam contra à Cultura Real, fazendo uso não somente da mídia irregular, como também da regular, e que apesar da Cultura Real ser também dotada de grupos populares, esses não possuem intenção de atentarem contra a cultura real e sim ao meio politico, ficando dessa forma, a cultura real a “merce” de difusões de ideais e valores “contaminados” provenientes de grupos políticos presentes na sociedade intransigente e na cultura virtual.

Problemática

Tendo como objeto a sociedade Brasileira constituída socialmente conforme exposto, e o povo Brasileiro como subjetivo da sociedade; sendo esse peça fundamental para o conjunto motriz da primeira, identificamos os seguintes problemas como sendo agentes causadores de distúrbios sociais; que conspiram contra o coletivo e agem contra a nação.

  • Educação pública pedagogicamente e socialmente precária
  • Povo vulnerável à falácias e sofismas
  • Expansão da Cultura Virtual não regulamentada moralmente
  • Enfraquecimento da moral para o individuo como Ser
  • Divisão da população em “classes do sociais”
  • Sabotamento do estado democrático constituinte.
  • Presença de um estado paternalista e difuso que impossibilita a evolução social
  • Capitalismo Selvagem exacerbado
  • Caos social e manipulação de massa

Motivos

Diante de um problema de proporções imensuráveis e do iminente colapso social como resultante do mesmo, faz se necessário a preparação para enfrentar e refutar o modelo sociocultural misto. Assim a Cultura Real deverá prover a cada individuo forma e meio de identificar por meio das ciências do conhecimento: História, Filosofia, Psicologia, Sociologia e Politica o uso de falácias e sofismas proveniente das diversas Culturas.

Intenções

Sendo o conhecimento um objeto subjetivo não somente ao individuo, mas ao espaço-tempo e consequentemente à sociedade, e estando esse em constante expansão, faz com que a sua obtenção seja de forma minuciosa e meticulosa. Em virtude de tais fatos, nós indivíduos pensante, devemos nos comprometer com a obtenção do conhecimento social por meio da discussão em grupo, do debate e da dialética.

Os conhecimentos histórico e antropológico sustentam a base do saber.

Consideramos como princípios básicos das ciências sociais:

  • A Filosofia, que rompe as fronteiras do pensamento.
  • A Psicologia, que proporciona o entendimento do individuo de forma não cartesiana.
  • A Sociologia, que se apresenta como modelo para as demais áreas do conhecimento (Econômicas, Pedagógicas e etc)
  • A Politica, que é resultado de todas as anteriores.

Assim, nos Manifestamos a favor do racionalismo aplicado aos veículos de difusão de ideias em massa; a favor da obtenção do saber social por meio das ciências sociais; a favor da definição de uma sociedade madura, fruto do relacionamento social do Ser e do humano.

Acreditamos que por mais que uma cultura seja virtual, a moral tem de transcender a intersubjetividade virtual; valores éticos são a única forma de possibilitar uma moral socialmente aplicável e inter-espacial.

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