Opinião: Nunca seremos socialistas…

Nós Brasileiros nunca seremos uma nação do social.

Antes de tudo, muito me inspirei no conhecimento do Professor Clóvis de Barros Filho, expresso no vídeo abaixo. Por meio desse, pude perceber a importância da ética na sociedade. Recomendo fortemente:

Muito me iludi com a possibilidade de nosso pais ser um pais do Social. Não do socialismo soviético, do braço, mas do socialismo nórdico-europeu, do povo. Social, do bem estar, do sócio, que as pessoas se preocupam com o que possuem: A Sociedade, o bem comum. Países, onde a conquista social foi cara e dolorida. Banhada muitas vezes à sangue. Onde, se conhece o valor de suas instituições e de sua nação. Onde a constituição é escrita em uma carta, pois a moral transcende as palavras. Onde o coletivo se conquistou com terror e sob temor. Custou caro. Criou feridas. Estigmatas.

Sempre sonhei em viver em um país onde o “DE” fosse mais importante que o “PARA”. Não queria desconstruir a “Democracia”, mas sim, aprimora-la. Gostaria de escreve-la como sendo: Do povo. Somente.

Tinha o sonho de viver em um pais onde a saúde, educação, justiça […]fosse DE todos, e não PARA todos. É “DE” … pois, quando algo é de alguém, este é cuidado. É sinônimo de dono. Não abandonado. O uso do “PARA” nesse caso, remete a obrigatoriedade. À Força. Ao repudio dos que não necessitam. Portanto, gostaria de viver em meu pais. Um lugar de todos os brasileiros.

Por mais que eu tentasse, não havia como conseguir meios de entender a aplicabilidade de politicas sociais em minha nação. Meu povo.

Mesmo nossa constituição tendo uma conotação socialista, por garantir o “minimo” para o povo, esse não consegue discernir o modelo socio-econômico da nação. Não é perspicaz para entender as entranhas da distribuição de renda. Acaba se atropelando, subutilizando, não cuidando, destruindo. Não cabe somente ao governo fiscalizar. Cabe sim, a nação saber usar.

Os programas sociais, que possuíam inicialmente o proposito de erradicar a fome em uma nação faminta, logo se tornou uma oportunidade de uma renda extra PARA todo brasileiro. O SUS, sistema único de saúde, composto por médicos com dedos de silicone e seus clientes inescrupulosos — O Povo; que busca remédio só por que lhes é gratuito e garantido, que inviabiliza o sistema, que o deteriora, o deixa caro, inútil. O seguro social, é utilizado como se fosse um social seguro. Uma férias. Há mais pensionista, juristas e militares pendurados do que contribuintes. Oque dizer dos “afastados” que fazem bico. Na surdina…

Enfim, há inúmeros exemplos onde a nossa ética é coloca em foco, em cheque. Nossa?.. Sim, nossa! Nosso povo! Nossa, pois nos calamos! Consentimos, não cuidamos do coletivo.

Dessa forma, me coloquei em inquirição: Como adaptar em meu país um modelo de sociedade, a qual o povo é digressivo?

Não dá! Nunca seremos! O social não é nosso! Não é do nosso povo!

Diante disso, e, tendo a ética como fundamento social, o que nos seria necessário? Adiantaria sermos loiros de olhos claros, de família protestante, com avô veterano de guerra? Certamente não!

A Ética social européia é proveniente de herança. Dos moldes das reformas protestantes que moldaram um povo. Do questionamento do absoluto. Da heresia. Ensinaram lhes que nem tudo que se segura na mão é o pão que leva a boca. Ensinaram lhes que Deus é soberano, contudo intocável. De respeito. Povo metódico, que conquista, que se vocaciona. Povo que em época contemporânea queimou dinheiro no inverno e comeu traços de pão como ceia de natal. Povo que aprendeu a não seguir lunáticos. Povo que conquistou e foi conquistado. Povo que provou que a humildade é o post-mortem da arrogância.

Quanta ignorância minha. Demandar que o meu povo, autóctone, pudesse ter discernimento para entender a moral dos europeus. Fica claro, que não seremos, pelo menos por hora, não seremos do social, afinal somos nada além de niilistas.


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