Sociedade e Ego

No modelo de Freud o Ego - Eu - é a conciência, a razão, o aprendizado incremental, os valores, o juízo.

Por ser tão amplo, ele está sempre em expansão, desde criança até a idade avançada.

Todos nossos sentidos - paladar, oufato, tato, visão e audição - são fundamentais para o constituição do Ego, por isso somente após o estabelecimento da visão - nos primeiros 12 meses de vida - é dado início a formação do Ego. Em virtude disso ações dos pais passam a ser fonte de aprendizado para as crianças, que passam a consumir os valores paternais e introjeta los em si. Assim, um pai ou mãe que vive a falar de caridade para criança, mas que no fim das contas é capaz de sonegar um copo de açúcar ao vizinho poderá ser visto pela criança como mentiroso, e ensinar dessa forma não o valor da caridade mas sim o da mentira.

Com o decorrer do tempo e próximo da puberdade o ego assume uma outra perspectiva, assumindo assim o papel de "caráter" - ideal de eu- e o de "personalidade"- eu ideal -. Assim todos os valores morais de uma pessoa fica contido no ideal de eu, já os valores pessoais e culturais ficam contidos no eu ideal.

Ao ver nossa sociedade atual, formada por indivíduos que são reféns do Ego fico a pensar: "seria isso excesso de pai e mãe?" Ou "seria isso falta de pai e mãe?". - Parece inocente, mas é justamente a falta que constrói os psicopatas- .

Afinal, nossa sociedade vive o "eu ideal" da personalidade, da aparência, do bom rapaz, do facebook, do fisiológico, OU ela vive o "ideal de eu" do moralismo, das regras, dos NãO pode?

Seria a sociedade atual um erro de criação dos pais modernos? De que modo foram constituídos os Egos dessa sociedade tão egoísta? O que acontecerá se tais Egos - de caráter- tiverem que ser "recalcados"? Viveríamos uma nação de histéricos e neuróticos?

Que fim terá a geração do individualismo?

Consultório talvez.

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