Em caso de ISMO, peça desculpa

Salve Simpatia

Esse texto não vai fomentar polêmica de internet, nem dar holofote para os absurdos que pipocam nas redes sociais, a cada notificação de comentário. Não vai usar as batidas frases “o mundo está chato”. Nem o “daqui a pouco não pode nem mais sorrir” que mimimi.

Não vai ter blá, blá, blá agora não. O papo é reto: vamos falar de Branding e das marcas coexistindo no novo mundo. Vem comigo:

Um marca, cuja estratégia de expansão é o Marketing Esportivo _ mais especificamente o esporte mais popular do mundo, investe cifras graúdas para sua ação de entrada no Brasil, escorrega e erra. O que se vê depois? Um Diretor Comercial a altura de uma ação tão ousada e grandiosa como essa amenizar o acontecido?

Não. A gente se depara com um profissional de altíssimo cargo colocando a culpa nos funcionários da produção, em declaração aberta aos jornais, no meio da eminente crise de marca.

Um bar, que sedia um episódio polêmico de desrespeito a um grupo de clientes, gasta uma quantia absurda em comunicação e réplica para fomentar um discurso mais esclarecedor sobre o machismo no Brasil e tenta ampliar o diálogo?

Errou de novo. Os sócios compram uma briga pública com as clientes, ameaçando-as abertamente de mover um processo e divulgando um vídeo que tenta provar que elas estão erradas.

Para tudo! A gente precisa sentar e ter uma conversa sobre posicionamento, imediatamente.

Dizer que a web é perigosa, um ambiente onde não se pode falar nada que vira problema e todo esse discurso medroso é mostrar que está despreparado para uma realidade simples: o acesso a informação tornou as pessoas mais críticas e empoderadas.

Resumindo.

E não foi só dentro da internet, no site ou na rede social. Na esquina, na rua, nos prédios, nas escolas… a mudança é a mesma. Até porque, as pessoas que estão twitando são as mesmas que estão andando nas ruas.

Olha como o mundo era mesmo muito mais legal…

A primeira forma de lidar com qualquer polêmica é entender que nenhuma marca fala mais para uma massa amorfa de pessoas que aceitam de tudo. Como já falamos aqui, entender e vivenciar a realidade da sua audiência é obrigatório. Pesquisa, diálogo, teste, mais pesquisa.

Como que é isso aí?

Mas tem um jeito ainda mais simples de acabar com essa insônia que todo profissional leva de brinde quando vai lançar qualquer ação digital: seja verdadeiro.

Isso, seja simples, verdadeiro, humilde, paciente. Pra simplificar de novo? Seja humano. Humanos erram, aprendem, voltam atrás. Humanos estão em processo de evolução.

Certeza de que estão certas. Reflita.

Em caso de machismo, racismo, uma frase torta, uma ação que saiu pela culatra, uma crise provocada sem querer, não ataque. Não ultrapasse o limite do outro com ainda mais acusações. Para, respira, analisa, pondera.

A voz não vem mais só do poderoso. O mundo todo agora fala… e fala na cara! Aproveite isso para ser cada vez melhor.

Lembra quando você brigava feio com seu irmão e sua mãe/pai chegavam no quarto, sem saber de quem era a culpa, mas iam logo resolvendo? Na web também é assim! Em caso de briga, peça desculpas e converse.

Sem birra, vai…

O mundo de hoje não tem certo nem errado. Tem respeito e desrespeito. E a intenção da resposta é o que deixa claro o posicionamento, independente do que aconteceu antes.

Se sua intenção é falar com cada vez mais pessoas, você tem que começar ouvindo e respeitando todas elas e suas nuances infinitas. Sua marca pode passar do escorregão para o abraço. Não é um bicho de sete cabeças.

Errou? Pede desculpas!

A gente garante: não vai doer nada.

Mais amor,

Marcela Bueno
marcela@vaiformiga.com.br

A Formiga é uma aceleradora de marcas em direção ao futuro.
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