🌄 É Primavera no Bitcoin [Q1 2019]

Edição 1/3, no ano, do relatório mais completo do Brasil sobre o mercado de criptomoedas.

Felipe Gaúcho Pereira
May 20 · 3 min read
Os dados contam a história — nós só colocamos em palavras.

Acesse o documento completo→ docsend.com/view/39wm9rv

O universo das criptomoedas pode ser intimidador. Não são poucas as siglas, métricas e mesmo modelos mentais que soam inéditos até para quem é do mercado financeiro.

Dizem que o Bitcoin é difícil de entender porque ele mistura tudo aquilo que a gente não sabe sobre dinheiro… com tudo o que não entendemos de tecnologia.

“Esta chave… abre as portas para um novo mundo de comércio” — propaganda de cartão de crédito do milênio passado.

Neste relatório, já tradicional, tentamos amarrar as duas pontas.

A primeira metade, branca ⚪, traça um panorama dos desenvolvimentos relevantes na indústria no último quadrimestre: tecnologias, tendências, aplicações e eventos-chave. Destaca-se:

  • A proliferação de serviços de empréstimos “descentralizados” (“DeFi”), com mais de U$ 100 M de crédito emitido e o equivalente a mais de U$ 0.5 bilhões colateralizados.
  • Initial Exchange Offerings — novo formato para distribuição inicial de moedas — arrecadaram ao norte de U$78 milhões em 2019, e “inflaram” a capitalização coletiva do mercado em quase U$1 bilhão.
  • Pilares do ecossistema, as 2 moedas estáveis mais proeminentes do mercado, Tether e DAI, estão em situação de grave instabilidade interna (regulatória e de recursos humanos).
  • Indústria do staking já se alimenta de mais de 500 milhões de dólares anualizados em recompensas a validadores, com uma taxa de retorno média flutuando entre 10%a.a e 20%a.a.

A segunda metade, preta ⚫, debruça-se exclusivamente sobre o Bitcoin, e destila dados on-chain (públicos e verificáveis) para analisar o momento do ativo dentro de uma perspectiva macro cíclica. Destaca-se:

  • A entrada em fase 3 (de 4) entre um pico de preço e o seguinte, segundo padrões históricos na relação entre o valor de mercado e o valor realizado do ativo.
  • Reversão de tendência em indicadores de lucratividade on-chain suporta as hipóteses de que a capitulação ocorreu em dezembro passado, e que estamos em período caracterizado por fundos de preço ascendentes.
  • O valor realizado, nesta capitulação e acumulação recentes, não vem sendo “reciclado” na mesma velocidade que o valor de mercado, denotando apego maior de acumuladores de longa data às suas moedas. O tempo médio de vida de UTXOs sugere conclusão parecida.
  • Indicadores ligados a volume on-chain, como o NVT invertido e o Network Momentum (comentados em relatórios passados), servem de aproximação para fluxos de investimento de longo prazo. Exibiram padrões típicos de reversão de tendência, mas ainda não alcançaram patamares condizentes com eventual rompimento de máxima histórica.

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Felipe Gaúcho Pereira

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Partner @ Paradigma Capital; co-founder @ Paratii

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