Proposta da startup baseada na Espanha é permitir que pequenos produtores de energia, por exemplo aqueles que moram em casas com painéis solares, possam vender o excedente para uma rede maior que a de distribuição oficial e a preços competitivos.

Lidia Zuin
Jan 17, 2018 · 3 min read

Os próximos quinze dias marcam a contagem regressiva de lançamento da ICO do projeto WePower, uma plataforma em blockchain que conecta produtores de energia sustentável a usuários que necessitam de acesso a elas. Seguindo um modelo de token aprovado pela União Europeia, o projeto criou uma nova criptomoeda para dar suporte a um sistema mais democrático de financiamento e compra de energia produzida por fontes renováveis.

Se, por um lado, pessoas que já têm um sistema de energia solar em suas casas estão acostumadas a vender o excesso de energia de volta para a rede de distribuição, agora estes vão poder revender essa mesma energia excedida para uma rede ainda maior e ganhar créditos em suas contas. Esse processo, conhecido como net metering, pode ganhar um novo olhar a partir da iniciativa da startup europeia WePower, que traz o blockchain como uma maneira de decentralizar essa troca entre produtores e consumidores de energia elétrica.

Por um lado, a iniciativa é grandiosa ao se focar em fontes de energia renováveis, como é o caso da energia solar, eólica ou hidrelétrica. Por outro, ela também reúne investidores que estão interessados em comprar o excedente de energia produzido pelos consumidores, por isso tornando a rede ainda maior nessa troca favorecida pelos benefícios da tecnologia do blockchain. Com o token WPR, que representa um kilowatt-hora produzido pelos usuários e que podem ser trocados na plataforma.

“Estamos mudando a maneira como as fontes energéticas são financiadas”, diz o co-fundador Arturas Asakivicius, em entrevista. “Atualmente, se você quer financiar um sistema de fontes renováveis de energia, ou você tem que ir a um banco e fazer um empréstimo, ou você vai até um investidor e estabelece um contrato. Nossa solução é permitir que produtores [de energia] vendam diretamente a partir de tokens.” (Fast Company)

Os fundadores da startup irão oferecer contratos com preços mais acessíveis em comparação com o mercado convencional. Na Espanha, por exemplo, onde a WePower vai iniciar suas atividades, eles estimam que um megawatt por hora irá custar por volta de US$39–40 por unidade contra o preço comum de US$47 por unidade. Isso significa uma economia de 17% e, levando em conta que essa unidade pode ser trocada, então também representa um maior lucro tendo em vista questões como falta de energia que podem fazer com que o token seja valorizado.

Inicialmente, a empresa pretende trabalhar principalmente com empresas maiores de produção de energia, assim podendo já oferecer uma capacidade de 1 gigawatt a partir de três plantas solares na Espanha. A longo prazo, contudo, a WePower pretende trabalhar com produtores menores, inclusive moradores de casas que possuem seus próprios painéis solares, por exemplo.


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Lidia Zuin

Written by

Brazilian journalist, MA in Semiotics and PhD candidate in Visual Arts. Head of innovation and futurism at UP Lab. Cyberpunk enthusiast and researcher.

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