Reinaldo Nascimento/Divulgação Amigos da Arte de Educar Rudolf Steiner

Conheça a História de Reinaldo Nascimento

Em Abril de 2016, o protagonista dos Diários no Iraque, Reinaldo Nascimento concedeu entrevista ao programa Córtex, dos nossos colegas do Estúdio Fluxo. No vídeo que você pode ver abaixo, Reinaldo caminha pelo bairro Horizonte Azul, e conta um pouco da sua história, do seu voluntariado e de projetos que desenvolve no Bairro, como a sua contribuição para a fundação da escola Waldorf.

Descrição do Vídeo (Crédito Estúdio Fluxo)

“No quinto episódio de Córtex fomos ao bairro Horizonte Azul, zona sul de São Paulo para caminhar com o educador Reinaldo Nascimento.

Reinaldo é um dos pioneiros e mais experientes educadores que aplicam, no Brasil e no mundo, a pedagogia de emergência. Uma abordagem educacional que busca incidir diretamente nos momentos seguintes aos episódios de trauma. E prevenir que as feridas emocionais episódios graves venham a se tornar sintomas longos e crônicos em quem as sofreu.

Criado em uma favela zona sul de São Paulo, Reinaldo encontrou na educação Waldorf um refúgio na infância. E ao longo de sua vida tornou-se um especialista em combinar educação física e uma proposta de fortalecimento emocional em crianças e bairros especialmente vulneráveis.

Rodou o mundo cuidando de crianças e famílias em situações de desastres naturais, guerras e grandes crises humanitárias. Mas é em São Paulo, perto de casa, onde ele encontra seus maiores desafios. Pois, de acordo com ele, o trauma já não é um episódio isolado no Brasil. Ele já faz parte da vida, da rotina em nosso país. E nosso trauma chega não apenas com frequência, mas pelas mãos que mais deviam nos proteger.

Em uma hora de passeio, Reinaldo nos mostra a escola que ajudou a fundar, o bairro horizonte Azul, as novas ocupações de moradias irregulares nos mananciais até chegarmos às margens da represa de Guarapiranga.

Falamos de sua trajetória, de seu conceito de escola, da quebra de confiança entre cidadãos e estado, da comunhão do corpo físico e anímico, do dilema do trauma brasileiro… E de como pensar sobre trauma nos ajuda a reformar nossa visão de educação, cidade, política, da própria vida em sociedade. E, claro, sobre empatia e o cuidado ao próximo.”