A crise está aí, e eu preciso vender online

Sempre que converso com donos de lojas, escuto algo sobre “a crise bateu forte aqui”, ou “as vendas caíram muito, e estamos pensando em aumentar os descontos e criar um site”. Mas será que estas são realmente as soluções ideais para atrair o seu cliente? Isso realmente vai te fazer vender mais? Para continuar esta conversa vamos começar fazendo uma revisão geral do atual estado do comércio eletrônico.

Os dados estáticos abaixo são baseados no Relatório WebShoppers 2015

Comércio eletrônico brasileiro

Com uma representação de 3,3% das vendas totais do país, este mercado teve um crescimento de 15,3% no faturamento entre os anos 2014 e 2015, movimentando cerca de R$41,3 bilhões, e cerca de 39,1 milhões de consumidores realizaram pelo menos uma compra em 2015, que resulta no aumento de 3% comparado a 2014. Em parte, este crescimento foi acarretado pela popularizacão dos marketplaces e plataformas de e-commerce, porém não podemos atribuir todo o crédito somente a este fator.

Porém, graças ao estado econômico do país, a inflação em 2015 fechou em 10,67%, que resultou no aumento de 8,94% no preços dos produtos comprados online em 2014. Assim, a classe C, que representou mais de 54% das compras online em 2014, teve uma queda de 39% em Dezembro de 2015. Com isso o aumento dos consumidores ativos (pessoas que realizaram pelo menos um compra por meio online) de apenas 3%, valor baixo se compararmos a 2014, que teve um aumento de 22%.
 
 Mas se de um lado a inflação atenuou o crescimento de consumidores online e redução da classe C, por outro lado, a elevação dos preços junto com o aumento das vendas de smartphones e eletrodomésticos resultaram no crescimento do tíquete médio em 12%, que foi superior ao comércio tradicional. 
 
 Outro fator que levou ao aumento do tíquete médio foi a diminuição do frete grátis. A ferramenta usada por cerca dos ultimos 15 anos pelo comércio eletrônico para atrair mais consumidores e aumentar a sua conversão, pode ter começado a causar desequuilibrio nos resultados das empresas por gerar um custo elevado de operação. Assim para aumentar a rentabilidade em 2015, muitas lojas resolveram reduzir esta prática.
 
 Para este ano está projetado que o número de pedidos não irá aumentar, porém graças ao aumento do tíquete médio de R$ 388 para R$ 419, um crescimento nominal de 8% iria resultar em uma movimentação de R$44,6 Bilhões no setor.

Mas então, é só chegar e criar uma loja virtual?

Muitos varejistas de lojas físiscas que pretendem começar uma operação online e pensam que é somente um site na internet com o seus produtos e magicamente os clientes vão aparecer. Bem, as coisas não funcionam bem assim.

Calma, a gente está aqui para te ajudar!

Primeiramente, você vai ter que educar o seu cliente a buscar seus produtos online, mas isso não é o suficiente. As compras através do computador desktop estão diminuindo graças a um dispositivo, que você e cerca de 168 milhões de pessoas também tem, chamado celular.

Comece a pensar nas suas vendas a partir deste brinquedinho!

Assim, você não precisa só se preocupar em atrair clientes online e criar um site para acesso em um computador, você também necessita adaptar seus serviço para o mundo mobile que hoje resultam cerca de 12% de todas as vendas onlines.
 
 Ou seja, não decida ir para o mundo online só porque é a melhor situação possivél. Mesmo sendo necessário para o seu crescimento, primeiramente pense estrategicamente a longo prazo e lembre que a democratização da informação mudou completamente a forma de comprar.