Pequenas Revoltas

A tua revolta me dá pena
O teu discurso onde vomitas nomes
Que os queres como verdades absolutas
É ridículo

Os conceitos que dizes acreditar
Se aplicados, fariam mal a ti mesmo
Sem saberes

E então tu, outra vez
Porias a culpa nos teus opositores
Reclamarias das más heranças

Enxerga o teu papel patético
Nesse esquema sujo
Continua sendo o elemento que desestabiliza

É a crise que se busca
É o medo permanente
A incerteza e a desesperança

Ajuda a matar os “impostores”
Depois, desnecessário, dá teu lugar
A quem sempre esteve ali
Faminto nos bastidores

Os que realmente sabem jogar
Os que realmente entendem de conspirar
Os que realmente podem dominar
Os que sempre mandaram na gente

São eles, apenas eles
Sempre eles
Nunca nós
E nós, nunca seremos eles

Entendes isso?