Pico do Itapeva — Campos do Jordão, SP, Brasil

Lugares para ir, por onde começar?

Escolher um ou mais lugares para começar, apesar de não parecer, define muita coisa sobre sua viagem. Determina os documentos, a quantidade de dinheiro e quais as moedas, os tipos de roupa, as similaridades ou diferenças culturais que é preciso estar ciente antes de viajar, as vezes a duração, as línguas e dicionários, os locais para ficar, e dependendo das pessoas pode definir mais itens.

Vamos então balançar a poeira da poltrona, pegar o notebook e inverter a situação e definir como escolher um local para começar, derrubando assim a barreira da indecisão.

#1 — A maldita da burocracia

Burocracia é um saco, mas existe e já que não temos como nos livrar dela vamos usá-la como primeiro item da lista.

Porquê o primeiro?

O documento mais importante na viagem é o passaporte, isso vai depender de em que país você vive, mas no geral o passaporte é O CARA da papelada que nos permite entrar no país desejado.

O que eu fiz foi incluir na primeira viagem o único país para o qual eu já tinha tirado passaporte: USA. Um exemplo então: já tem passaporte? Comece por esse(s) país(es).

E se não tiver o passaporte? Em termos de papelada *eu* escolhi os outros seguintes países: Canadá, Argentina, Chile e Uruguai.

O Canadá já é amigável para brasileiros mas à partir de maio de 2017 poderemos viajar sem necessidade de visto em alguns casos.

A partir de 1 de maio, 2017, cidadãos brasileiros poderão voar ou transitar pelo Canadá com uma Autorização Eletrônica de Viagem (Electronic Travel Authorization — eTA) ao invés de um visto de visitante se eles: Já tiveram visto canadense de visitante nos últimos 10 anos; ou atualmente tem um visto de não-imigrante dos Estados Unidos. Se os cidadãos do Brasil não atingirem os critérios de elegibilidade para um eTA eles precisarão de um visto de visitante para viajar ao Canadá.

Os países latinos pertencentes ao Mercosul são os mais fáceis, pois basta um RG para adentrá-los.

E a menor papelada possível é começar pelo seu próprio país, pode parecer ridículo mas existem diversos lugares para se conhecer no Brasil e a maioria de nós não conhece nem mesmo nosso estado direito quem dirá os demais.

Por tanto, o parâmetro aqui é: escolha os locais que vão te dar menos dor de cabeça para começar e que vão levar menos tempo na papelada isso evita o fator desistência por cansaço.

#2 — Comunicação: dicionários e línguas

Esse item é bem chatinho, pois vou soltar a verdade aqui na lata, é preciso saber pelo menos inglês, sim você já ouviu isso dez milhões de vezes daquela sua tia-avó.

Mas, não é mandatório, existem diversos lugares que mesmo o inglês não nos salvará 100% do tempo, melhores exemplos: Ásia e Oriente Médio, se visitar países nesses locais pode ser que só o inglês não seja suficiente.

Se o caso for de outra língua conhecida, como espanhol e francês, então basta fazer escolhas que sejam letrados nas mesmas.

E se mesmo assim você não se sentir confortável, bom tem uma excelente alternativa que as pessoas normalmente ignoram por pura bobagem, nosso “amigo” Portugal. Só cuidado, o português deles não é idêntico ao nosso então leve um dicionário mesmo assim, e leia alguma lista de palavras a serem evitadas como essa aqui ou esta aqui.

Depois que usar as línguas para guiar as primeiras viagens, lembre-se é bom sempre levar um dicionário, nem que seja digital.

#3 — Promoção: o dinheiro manda

Então chega a hora você decide ir para Portugal e já esta vendo passagens e vai pagar um curso de inglês para ficar pronto para as próximas viagens e eis que se depara com o valor de passagens e custo de vida e fazendo as contas não vai caber no bolso. Desistir então? Não ainda!

Portugal foi só um exemplo, mas nesse momento o que podemos fazer é arriscar países de custo mais baixo, as vezes acontecem promoções para países asiáticos, da América Latina e da Oceania com passagens mega baratas e eles costumam ter custo de vida bem mais baixos que Europa e América do Norte.

Espera, eu disse arriscar certo? Tem um ponto importante, como disse no item #2, você pode encontrar uma passagem super barata para ir até a Thailandia, mas vai precisar de inglês ou um bom amigo que saiba inglês, porque mesmo com um dicionário vai ser bem difícil o que não quer dizer que você não deva tentar, apenas tenha ciência dos desafios antes de se meter em uma furada.

Bons lugares para ver promoções são Melhores Destinos e Hipmunk.

Essa propaganda foi de graça mesmo, fazer o quê?

#4 — Aquela amizade marota ou familiar bacana

Um bom divisor de águas é possuir um(a) amigo(a) que reside fora do país e esteja disposto à servir de companheiro no rolê. Se aventurar é muito bom, mas começar é bem mais fácil quando não se está sozinho.

Além do bom(boa) amigo(a) existe uma outra opção que se estiver disponível pode ser considera: um familiar ou uma parte da família viver no exterior ou ser estrangeira, isso facilita várias coisas e pode servir de ponto de partida.

#5 — A patria mãe também pode ser explorada

Deixei esse por último pois ninguém nuca espera ver o próprio país na lista, é isso mesmo, viajar não precisa ser para o exterior e nos estamos muito mal acostumados a pensar que a beleza está toda “lá fora”.

Quantos estados do teu país você conhece? Há algum tempo atrás eu diria que mal conhecia minha cidade, isso aos poucos tem mudado e pretendo visitar mais lugares daqui também.

Infelizmente nem sempre é tão barato quanto poderia ser, então use as táticas #3 e #4 sempre que possível, além disso um bom grupo de amigos pode ser legal para fazer algumas viagens de vez em quando, as coisas tendem a ser mais baratas em grupo.

#6 — Conclusão

Com um pouco de paciência é possível levantar as informações para tomar uma decisão entre uma variedade de lugares e determinar por onde começar. Além disso boas escolhas de lugares onde as dificuldades sejam gradativas pode tornar as coisas mais empolgantes ainda, lembre-se 
cada qual no seu tempo.

Vejo vocês no próximo artigo, deixem comentários e dúvidas para aguçarmos nossos instintos viajantes.

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