O Charmoso Litoral Gaúcho

Nossa imensa faixa de areia litorânea possui um número alarmante de CENTO E QUARENTA E NOVE (149 — dado do último censo) praias e ou balneários distribuídos em ABUNDANTES 622 km. Esse número já deve ter aumentado consideravelmente porque certamente algumas ruelas devem ter se emancipado nesse hiato de tempo. Quem já pegou o UNESUL pinga-pinga com destino a Arroio do Sal sabe bem do que eu tô falando. Existem praias que são apenas uma rua, mesmo. Consta no plano diretor e na legislação litorânea, que uma rua habitada por mais de 3 moradores (aposentados) fixos já pode se emancipar e garantir por direito 01 Calçadão (no canteiro central da rua), 01 Banca de Crepe, 01 Quiosque (que obrigatoriamente deve vender capeta) e 01 Cancha de Bocha na beira da praia. Como o número de praias é ASSOMBROSO, MEGALOMANÍACO E DEMENTE, vamos fazer uma análise criteriosa apenas dos locais de maior relevância, seja ela de qualquer espécie.

Magistério: também conhecida como MAGIBEACH pelos mais saudosos que realmente acreditam que num passado muito distante, tal balneário possuiu alguma magia ou que por lá, viveram momentos mágicos, com ou sem ajuda de psicotrópicos. A praia é realmente conhecida como MAGISTÉDIO, alcunha que resume muito bem o local, sendo totalmente indicada para quem busca um retiro espiritual, isolando-se do mundo e tendo uma imensidão de areia só para seus pensamentos. Porém o pacote também inclui muito marasmo e um nordestão carregado de melancolia. Viventes cancheiros também a chamam de ~~PINHEIRA~~ obviamente não pelo fato de possuir alguma beleza similar a xará catarinense, mas sim, por estar localizada geometricamente entre as praias de Pinhal e Cidreira.

Quintão: é a praia mais próxima de Porto Alegre e esse é o seu único diferencial. Se auto-intitula o “LUGAR DOS NOVOS GIRASSÓIS” alcunha essa que não faz o menor sentido. O fato mais relevante que aconteceu nesse balneário foi o aparecimento de uma baleia Jubarte, obviamente MORTA. Tal fato colocou Quintão nos noticiários e desde então esse é o único assunto comentado por lá. A praia conta um Chafariz, que é famoso por ser um dos pontos de encontro de jovens em busca de diversão e frenesí. Fora isso, a orla é fantasmagórica.

Pinhal: ficou mundialmente conhecida em todo o RS devido à música PINHAL, da banda Cidadão Quem, que agora já não tem mais a gente lá. Após o BOOM turístico ocorrido pelo sucesso dessa canção, a praia sabiamente se auto intitulou como a CAPITAL DO MEL, espalhando diversas estátuas de abelhas pelas ruas, transformando orelhões em abelhas e reformulando o pórtico da cidade, que conta com um casal exótico MELINHA & UM URSO SURFISTA. Até a culinária sofreu alterações: o filé ao molho de mel foi elevado a categoria de prato oficial da cidade. Porém a praia destaca-se mesmo por ser a sede do maior festival de pequeno porte do mundo, o PINHACHELLA, que sempre conta com belíssimas atrações do gênero rock paulera e assemelhados. Hordas de turistas se esbaldam durante o evento, que ocorre durante dois finais de semana inteiros (um ali por março, outro lá por novembro), fato que garante uma GORDURA ECONÔMICA para todos os comerciantes da região.Conta também com um Parquinho bem inho, porém PERMANENTE que garante alguns segundos de diversão durante o ano todo.

Cidreira: também conhecida pela carinhosa alcunha de CIDROGAS — não por ser um grande centro produtor e/ou distribuidor de substâncias ilícitas, longe disso. É pura e simplesmente porque a praia é uma bosta mesmo. Cidreira já teve seus momentos de glória, sendo um dos destinos mais requisitados e glamourosos do nosso litoral, mas isso faz muito tempo, da época das carroças. Intitula-se a praia do ❤, mas esse amor já se findou, o divórcio já foi assinado e a partilha de bens está concluída. A praia se destaca pelas suas obras, entre as quais se destacam a CONCHA ACÚSTICA, palco dos maiores shows não realizados no continente. Astronautas que foram à lua, dizem que a concha pode ser vista de lá, a OLHO NU, também é sabido que tal obra foi a fonte de inspiração para a construção da Sydney Opera House. Hoje em dia a Concha serve de locação para qualquer filme/curta/documentário/série cujo tema é o litoral. Porém, a obra que colocou Cidreira no mapa e nos noticiários foi o SESSINZÃO, talvez a obra mais FARAÔNICA do RS, um estádio de futebol no meio das dunas com capacidade (17 mil lugares) superior a toda a população da praia. Tinha tudo pra dar errado. E deu. O estádio foi utilizado meia dúzia de vezes pela dupla Gre-Nal. Hoje, esse elefante cinza e carcomido pela maresia está largado às traças e serve de MORADA para alguns cuscos. Uma das ideias para a reutilização do espaço seria transformá-lo num MARISCÓDROMO, porém o projeto segue em aberto. Outras esculturas de menor importância são os CAMARONITOS que estão espalhados pela praia, inclusive no pórtico da cidade (percebam a semelhança com os abelhudos de Pinhal). Camaronitos ou Abelhudos, só o tempo dirá quem foi melhor.

Mariluz: Marilight Beach, para os íntimos, é, na verdade, um bairro litorâneo das cidades que compõe a região denominada como Grande Porto Alegre. Estima-se que 93,6% dos veranistas do balneário são provenientes da GPA. O maior atrativo de Mariluz é um Hotel Fazenda. Uma praia cujo maior destaque é um HOTEL FAZENDA tem algo de muito errado. Porém, nesse hotel só ficam os haoles, a galera TRUE DO ROLET, que manja das trends e do riscado fica no Camping do Roth ou no conjunto de casas cujo nome é RANCHO DO MAROQUINHA.

Tramandaí: ostenta o frondoso título de capital das praias, sendo tema de diversas pérolas do cancioneiro popular gaúcho, cantada nos versos de Teixeirinha, Replicantes, Sombrero Luminoso e, obviamente, do Armandinho — tá, ser tema de uma música do Armando não é motivo de orgulho pra ninguém, mas, né, cada um briga com as armas que tem. A praia chega a receber mais de MEIO MILHÃO de personas nos finais de semana do verão, tornando-se a segunda cidade mais populosa do estado durante esse período. Em seus domínios foi erguido um dos picos mais clássicos do litoral, o TROPICAL, onde certamente vocês já tomaram uma baita borracheira e se arrependeram do que fizeram. Outro lugar muito tradicional é a SAAT, que protagonizou momentos gloriosos e de muita locurama em outros carnavais, literalmente (sic). A orla parece um posto de gasolina gigante só que sem as bombas. Tomada por carros rebaixados, com neon e uma SONZERIA FURIOSA (de qualidade duvidosa), também se fazem presentes inúmeras motos de diversos calibres, cujo escapamento é deveras barulhento. Não contentes com o nível de decibéis atingido, eles praticam o ato nefasto do ESTOURINHO. A Platô é o ponto de encontro dos surfistas devido à constante formação de ondas com incríveis MEIO METRINHO/METRÃO (única unidade de medida das ondas no litoral gaúcho) na série, aliadas às condições de força barra, mexedeira, corrente, nordestão e repuxo. Essas condições muito favoráveis fazem com que o pico se torne um dos melhores e mais tradicionais do nosso litoral. Tramandaí também é a sede da Festa do Peixe, que reúne a maior concentração de PAPA TERRA por cm² de água. O orgulho de tal evento ficou evidente quando a prefeitura decidiu instalar uma fonte em formato de peixe bem no centrinho da cidade.

Imbé: mais conhecida como Imbeverly Hills ou Imbells, faz divisa com Tramandaí. Como boas praias irmãs, vivem num misto de amor e ódio. Separadas pela ponte da inimizade, onde rola um posto de migración no qual habitantes da praia vizinha hora são liberados, hora são barrados. Quem é da GPA tem PASSE LIVRE ETERNO. Destaca-se pela agitada e paradisíaca BARRINHA do Imbé, que, na real, parece um postinho na beira do rio, frequentado pelos mesmos carros e motos já citados no item anterior, numa espécie de MOVIMENTO MIGRATÓRIO. Nas redondezas de La Barrita, encontram-se diversos bares e barraquinhas de rango e o SAUDOSO, IMPONENTE E MAJESTOSO -SCOOBA- sinônimo de diversão sem limites e tragos homéricos. O ser humano que não frequentou o Scoobinha merece ser deportado e nunca mais pisar nas areias do RS.

Xangri-lá: Ninguém sabe direito onde termina, só sabemos onde começa por causa do pórtico. Destaca-se por ser a praia com o maior número de condomínios fechados do universo. Inclusive se auto intitula como a CAPITAL DOS CONDOMÍNIOS. Sua orla é muy tranquila, visto que a galera não sai dos condomas por nada nessa vida, já que todos possuem piscinas imensas e, os mais chinforosos, praias artificiais (que são piscinas). A praia até que tem um um centrinho com algumas barracas de crepe numa praça, mas a maioria delas está sempre fechada, o que não serve para absolutamente nada, pois um ponto de encontro com muito crepe e capeta é imprescindível para o lazer dos veranistas. Segundo pesquisas realizadas, em menos de dez anos Xangri-lá vai virar um imenso condomínio fechado. Uma coisa meio Game of Thrones, com diversos feudos e a coisarada toda, futuras alianças entre as “casas (condominímios)” podem sanar o problema das pessoas que vão pra praia mas nem pisam na areia.

Rainha do Mar: La Reina del Mar se destaca por possuir em seus domínios dois dos maiores estabelecimentos comercias de todo o litoral. Ali estão a maior distribuidora de bebidas já vista, que atende pelo nome de Distribuidora Caxias, apelido do proprietário, um gringo gente bueníssima. Dizem que só de adentrar ao recinto, o sujeito já fica levemente embriagado, outra máxima do local é que se alguma bebida não está nas prateleiras do Seu Caxias, é porque ela jamais existiu. O outro local, bem formidável, diga-se de passagem, é o Xis do Vini, conhecido pelo humor em constante mutação do proprietário, já recebeu nada mais nada menos que o poeta Chorão, numa madruga pós Planeta Atlântida. O mito, nosso eterno marginal alado, curtiu tanto XIS DO VINI que nem pediu o troco. De bonus track, La Reina ainda sedia o Sorvetão, outra pilastra clássica do nosso litoral.

Seu Caxias

Praia De Remanso: como o próprio nome indica, é um lugar que exala tranquilidade, além de ser uma bela jogada de marketing para atrair turistas argentinos, RE-MANSO loco (tuduntsss). Seu maior feito é ser a sede do primeiro condomínio a ser construído no litoral. Da Paraguassú até a beira da praia SÓ DÁ ELE, o único, o precursor, o desbravador, o incomparável Villas Resort. Em frente ao condomas está localizada a PRIMEIRA FLAGSHIP de sorvetes do mundo, obra visionária da GELF’S, uma marca sempre à frente do seu tempo.

Atlântida: o maior reduto da high society litorânea e porquê não dizer do estado, visto que atrai as pessoas mais abastadas dentre todas as querências do nosso pago. Digamos que é uma Jurerê que ainda não deu certo. Na beira da praia, próximo à platô, rolam umas tentativas de clubs que tocam música eletrônica e atraem wannabe panicats e bombados em geral. O banho é desaconselhado nesse local, devido ao alto teor de substâncias mágicas, porém ilegais, que aceleram o crescimento de músculos no corpo humano. Também são servidos crepes de albumina e capeta de whey protein. Na noite rolam diversos restaurantes e noites na clássica Avenida Central, que sempre se renova a cada verão, ou seja, os estabelecimentos mudam de nome e etc. O centrinho (mais precisamente a pracinha revitalizada pela marca de refri) vem sendo ocupado pela galera que não curte essa ostentação toda, uns dissidentes de Tramanda e Imbeverly Hills, que vêm, pouco a pouco, temporada a temporada, ocupando mais e mais espaços.

Atlântida Sul: esse simpático balneário é uma dissidência da Jurerê Gaudéria. Com muito orgulho, ostenta o título de ter o FLÍPER COM MAIS TEMPO EM ATIVIDADE ININTERRUPTA do litoral. Esse fato já o torna MUITO mais afudê que a sua prima rica.

Capão da Canoa: conhecida mundialmente por ser a sede do já finado e saudoso BARONDA aka MAIOR BAR da história do nosso litoral, a praia também se destaca pelo seu centrinho, com inúmeras opções da ALTA GASTRONOMIA LITORÂNEA. Entre elas estão as bancas de crepe, capetas, a ETERNA sorveteria GELF’S; o Raupp’s com o seu xis muy honesto e deveras cumpridor, sua MAIÔ MÁGICA. A qualquer hora do dia o Raupêra tá lá pra te salvar, índices econômicos oriundos de uma planilha de excel revelam que o faturamento do local triplica no período das 5h às 7h, onde podem ser vistos borrachos das mais variadas espécies, balbuciando pedidos e dormindo nas mesas. Outro ponto turístico é o MINI GOLF, um clássico para todas as idades, onde a maioria já se imaginou sendo o TIGER WOODS DE CAPÃO. Recentemente o local foi amplamente reformado, ganhou piso de grama sintética e uma nova pintura, tá tinindo e sedento por novas tacadas. Também cabe ressaltar a quantia estratosférica de canchas de bocha e mesas de carpeta espalhadas pela orla. Outros fatos de menor destaque são o concurso Garota Verão (que virou concurso de TOP MODEL, perdendo assim todo o encanto) e o torneio Bolamar (onde garrões são sumariante degolados por viventes de unhas tão compridas que mais parecem uma foice). Porém nem tudo são alegrias na frondosa Capão de La Canoa. De uns tempos pra cá, a maldita especulação imobiliária vem transformando o balneário na Camboriú gaúcha, com prédios e mais prédios na beira-mar, muito asfalto, muitas sinaleiras, tranqueira, falta de lugar pra estacionar. Enfim, a praia vem se transformando numa cidade, ou melhor, numa praia pra quem gosta de cidade e não de praia. Oremos: volta, Capão velha de guerra, volta, Carnaval na SACC, VOLTA CASARÃO/BOLICHE/FLÍPPER.

Capão Novo: um pedaço mais afastado de capão, que resolveu ser uma praia. O balneário é bem simpático e não tem tanto asfalto. Para se destacar, resolveram fazer uma obra, um ponto turístico um tanto quanto inusitado, num dos canteiros, foi erguido um MINI Cristo Redentor, que nada mais é que uma ESTATUETA DE GESSO, que mesmo assim desperta a curiosidade e atrai turistas que fazem filas e mais filas para tirar uma selfie com o Cristo Anão.

Arroio Teixeira: também conhecida como Arroio Texas, por ser a praia mais gaudéria (?) do litoral, pois em suas redondezas existem diversas cabanhas, tendo a maior população de equinos por cm² de areia. Foi nesse balneário que surgiu a modalidade do Tito de Laço no Nordestão e da Gineteada no Repuxo. Fora isso, existem muitas oficinas automotivas. O motivo a gente desconhece.

Curumim: ou Coruma’s Beach, é a primeira praia da área conhecida como GRINGOLÂNDIA (que vai de Curumim até Arroio do Sal, área também chamada de CURAÇAU) sendo ocupada majoritariamente pelo pessoal oriundo de Caxias, Bento, Farroupilha e arredores. A orla é beeeem tranquila porque os gringos tomam um torrão no PRIMEIRO dia de sol e demoram a habitar novamente as areias da praia, sendo um dos poucos locais onde o bronzeado COR DE PALMITO é bem aceito. É possível encontrar com muita facilidade cuca, salame, queijo colonial e conservas em geral. A vida noturna se resume ao XIS DO CADU, que conta com mesas de sinuca, um belo xis cura ressaca E AGORA COM LA HOUSE; a famosa SAPEC, palco de muitas festas estrondosas embaladas por som mecânico. No meio disso tudo rola muito vinho, carros com som potente e muito tráfico de abacaxi, obviamente oriundo de Terra de Areia.

Arroio do Sal: também chamada de ARROIO DO MAL ou RÔIDOSSAL, é a capital da GRINGOLÂNDIA, é o balneário que registra o MAIOR CONSUMO DE CALADRYL PER CAPITA de todo o litoral. Possui um centrinho relativamente agitado, com bares que servem a famigerada TORRE DE CHOPE, que é a champa com foguinhos dos bares menos chinfrosos. Possui também um FLÍPER de muito respeito, que conta com jogos memoráveis como Street Fighter II e Cruisin Usa das antigas. Outro estabelecimento de suma importância é um Xis, que, a certa altura do campeonato (quando o sol baixa), se transforma num bailão desenfreado. O evento que mais trás movimento ao balneário é o carnaval de rua, moleque e pegado, com desfile de blocos, devidamente fantasiados e esbanjando malemolência. A prática do futevôlei é bastante intensa, inclusive rola um campeonato intermunicipal homologado pela FIFA. Dica: Não passe o REVEIÃO no Arroio do Mal, a não ser que tu seja um apaixonado por FOGUETES de todas as espécies, porque a gringaiada começa a soltá-los uns três dias antes da virada e só vai parar depois do carnaval. É um foguetório eterno e intenso que castiga os tímpanos.

Torres: a bela e famosa TORRICA, a Meca do surfe gaúcho, por ser a única praia que tem ondas maiores que MEIO METRINHO/METRÃO na série. Mas, bem na real, é uma HECATOMBE do universo essa praia pertencer ao RS. Por sua beleza EXUBERANTE e muito distinta em relação às demais praias do nosso litoral, claramente a Torrica deveria pertencer à Santa Catarina. O mais correto seria desviar o curso do Mapituba e devolver Torres pros catarinas. Ou, numa medida mais drástica e extrema, DINAMITAR E PATROLAR todas aquelas rochas pra deixar tudo bem LISINHO, como o restante do nosso belíssimo litoral.

Praia do Cassino: porque é apenas a MAIOR PRAIA DO MUNDO, com aproximadamente 254 km de extensão, o que convenhamos é km pra caralho, percorrer todo o Cassino é igual a fazer o trajeto Porto Alegre — Capão da Canoa, IDA E VOLTA. Ao longo dessa infindável orla, há o Cemitério de Navios, onde podem ser avistados alguns barcos que subestimaram o NORDESTÃO e por ali naufragaram. Há também um curioso meio de transporte que atende pelo nome de VAGONETA, que trafega pelos 3km de extensão dos molhes, entre diversos pescadores, numa velocidade média de 18,3 km/h. No âmbito culinário, se destaca o histórico Pastel do Mattos, que vem com meio quilo de camarão autêntico rio-grandino. Se você curte uma aventura internacional, dá pra ir até o Chuí (ou Chuy se cruzar pro Uruguai, ou Uruguay) pela beira da praia. Basta uma picape, uma térmica com água quente e reza forte pros riachos que deságuam no mar estarem secos.

Além dessas praias mais famosas, temos mais algumas que merecem uma menção honrosa. São elas:

Praia do Barco: Sediou O MAIOR FESTIVAL DE MÚSCIA do litoral, o M2000 in Concert, que proporcionou o encontro da balda HELMET e DÉBORA BLANDO dividiram palco. Também possui um barco estacionado no canteiro da rua principal.

Noiva do Mar: esse jovem balneário nutre uma pequena rivalidade com a vizinha Rainha do Mar, mais uma daquelas situações que só o tempo dirá quem foi melhor, La Reina ou La Novia. Reivindica também o título de cidade sede da Distribuidora de Bebidas do seu Caxias. Seu maior feito homologado em cartório e reconhecido por todos é ser a sede do glorioso HOTEL REDONDO, que de redondo só tem metade, mas que dá uma enganada na galera que passa por ali. Este hotel já fez de Noiva do Mar a Punta Del Este Gaúcha quando foi descoberto um cassino ilegal ali dentro. Aliás, Punta não, a LAS VEGAS dos Pampas.

Rondinha: é a praia que contém o maior número de sub-divisões ou FACÇÕES, como queriam. São SETE ao total, um número incrível, se formos somas os KM de extensão de todas, acho que o número de facções é maior que a área total da GRANDE RONDINHA.

Distrito de Cornélios: ostenta o título de melhor lugar pra roubar taquara pra fazer pandorga.

Hermenegildo: pelo nome e pela lenda de que a praia só teve UM morador em toda sua história (carece de fontes).

Albatroz: Só porque esse nome lembra um pelicano (?)

Praia das Cabras: Auto-explicativo.

Oasis: só porque a pronúncia incorreta é igual a da banda dos irmãos Gallagher.

Salinas: também conhecida por Salinésia dentre os surfistas da região, segundo eles, nessa faixa litorânea só rola meio metrão na série.

Praia Rota do sol: a estrada demorou tanto tempo pra ficar pronta que os gringos resolveram fundar uma praia no meio do caminho da serra ao litoral, nem areia tem.

COLABORAÇÕES SÃO MUITO BEM VINDAS. Atualizado em 04/01/2017.