A guerra das urnas na Venezuela

Em busca da legitimidade

A interminável crise na Venezuela tem um elemento constante, que é a disputa constante pela legitimidade. Governo e oposição ajustam suas narrativas constantemente, para ganhar o espaço da narrativa mais plausível, mais legítima, mais aceitável.

E o espaço para esta disputas é o das urnas. O governo quer realizar uma constituinte, e para tal convocou eleições a serem realizadas no dia 30 de julho.

A oposição — que tem maioria no congresso — acusa o governo Maduro de querer mudar as regras do jogo, para se perpetuar no poder. Por isso, pede um referendo revogatório, que é barrado pela justiça eleitoral.

E o passo mais recente foi dado pela oposição, que convocou um plebiscito informal para questionar a população sobre a convocação de uma constituinte. Ainda que não tenha tido respaldo da justiça eleitoral, mais de 7 milhões de pessoas votaram, segundo a oposição, e 98% delas se disse contrária à constituinte.

Na luta pelas narrativas mais legítimas, perde a estabilidade venezuelana.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.