Economia e xenofobia

Ataque a sírio em Copacabana, Rio de Janeiro

Daniel Sousa
Aug 9, 2017 · 1 min read

Causou consternação o ataque sofrido pelo refugiado sírio Mohamed Ali em sua barraca de comida árabe.

Mas será que esse ataque teria ocorrido se o Brasil não estivesse em recessão e com alto desemprego?

Um estudo de Robert Anderson, Noel Johnson e Mark Koyama sugere que, historicamente, os choques econômicos estavam mais fortemente associados aos surtos de violência dirigidos contra judeus do que os estudiosos haviam pensado anteriormente. Os autores coletaram dados para 1.366 eventos antisemitas envolvendo emigração forçada e assassinatos em série em 936 cidades europeias entre 1100 e 1800. Esses dados foram comparados com dados históricos de temperatura de uma variedade de fontes, incluindo descrições completas do clima.

Os autores descobriram uma correlação entre queda das temperaturas médias e aumento da violência contra judeus nos cinco anos seguintes a alteração climática. Eles argumentam que a violência contra os judeus não foi simplesmente causada por anti-semitismo religioso: “Os judeus eram bons bodes expiatórios para os males sociais e econômicos”.

Os ecos desses padrões são hoje discerníveis. Economistas tem ligado o clima — particularmente as secas e as ondas de calor nas economias agrícolas — aos surtos de violência intercomunitária nos países em desenvolvimento.

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ECONOMISTA / IBMEC É economista vira-lata, professor do Ibmec/Clio e luso-flamenguista.

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