O novo G2

China e Rússia redesenham a geopolítica mundial

Há alguns anos, não era incomum que se dissesse que estava-se formando um G2 nas relações internacionais: China e EUA se reuniam para definir os rumos da política e da economia internacionais, e o futuro parecia ser de absoluto protagonismo das duas maiores economias do mundo.

Mas esqueceram de combinar com o Putin.

Aproveitando-se da hesitação da política externa de Obama e do isolamento auto-imposto por Trump e sua retórica agressiva, a Rússia apresentou-se como um parceiro da China na reorganização do sistema internacional. Agora, Rússia e China combinam antes. Depois, dialogam com os Estados Unidos.

Tim tim

O encontro entre Putin e Xi Jinping ilustra bem o movimento. Antes de contarem com a presença de Donald Trump, na cúpula do G20, em Hamburgo, os presidentes russo e chinês se encontraram para debater acerca de temas cruciais para ambos. Aos Estados Unidos, restará a incômoda posição de ouvir o que já foi debatido em Moscou.

A nós

Em jogo, estão temas incontornáveis da política internacional, como a Guerra Civil Síria e as tensões na Península da Coreia. Estar sentado nessa mesa, definitivamente, faz diferença.

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