5 Firsts: cinco marcos pioneiros na indústria de óleo e gás

Petrobras
May 10 · 3 min read

ocalizado na área do pré-sal da Bacia de Santos, o bloco de Libra é uma das nossas grandes apostas para o futuro. Além de concentrar elevados volumes potenciais de petróleo e gás, apresenta uma enorme capacidade de impulsionar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras para todo o setor.

Se a Bacia de Campos foi o ponto de partida da nossa jornada tecnológica em águas profundas, o pré-sal da Bacia de Santos empurrou a companhia a desenvolver uma nova fronteira de petróleo e gás, sem paralelo na indústria — a cerca de 300 km da costa, sob altas pressões e em condições únicas de reservatório.

O bloco de Libra, também localizado no pré-sal, representa um passo à frente por apresentar desafios inéditos que passam pela elevada presença de gás carbônico associado à lâmina d’água ultraprofunda que chega a mais de 2 mil metros.

Nessas condições extremamente adversas, alcançamos marcos que foram reconhecidos como pioneiros para a indústria de óleo e gás. São os “5 Firsts”, descritos a seguir:

1: SOLUÇÃO AMBIENTAL

Realizamos o primeiro Teste de Longa Duração (TLD) offshore que reaproveitou o gás carbônico produzido para aumentar a produtividade do reservatório. Essa inovação é considerada ambientalmente correta, pois impede a queima contínua de gás, evitando a emissão de CO2 na atmosfera.

A função do TLD é avaliar a produtividade do poço e o comportamento do reservatório, que é formado abaixo de quilômetros de sal e marcado por falhas e intrusões vulcânicas. Ao coletar dados do reservatório, esse método contribuiu para fortalecer a estratégia de gerenciamento de riscos para desvendar as incertezas e também acelerar a produção do bloco de Libra.

2: UM ÚNICO POÇO BATE RECORDE DE PRODUÇÃO

Em setembro de 2018, apenas um poço de Libra chegou a produzir em média 60 mil barris de óleo equivalente (boed), um recorde mundial. Este resultado expressivo confirmou, em condições desafiadoras, não só a alta produtividade da área, como também a excelência do reservatório.

3: DUAS POLEGADAS A MAIS É MUITA COISA

Pela primeira vez, usamos dutos com 8 polegadas (cerca de 20 cm) em águas ultraprofundas, que suportam maior pressão e vazão de petróleo. As duas polegadas a mais dos dutos refletiram em um aumento da produção da ordem de 15 mil boed. A prática até então vigente era utilizar dutos de até 6 polegadas.

4: MÉTODO INÉDITO

Outro marco foi o primeiro pré-lançamento de linhas flexíveis (dutos) com flutuadores em águas ultraprofundas. Para se ter ideia da grandiosidade desse método, cada curva das linhas tem uma altura de 600m, ou o equivalente a quase dois Empire State Building subaquáticos.

Esse método permitiu a instalação da estrutura de equipamentos submarinos, antes mesmo da chegada do navio-plataforma Pioneiro de Libra, que operou o TLD em 2018. Resultado: a produção do poço foi antecipada em 43 dias em comparação com os prazos convencionais e a prática será replicada para acelerar o início da produção dos próximos projetos de Libra.

5- UM TURRET COM O MAIOR SUPORTE

Em Libra, desenvolvemos o turret (ou torre) com a maior capacidade de carga vertical num turret externo em águas ultraprofundas da indústria. O equipamento pode sustentar 700 toneladas das linhas submarinas, o equivalente ao peso de quatro Boeings 747.

O turret consiste no equipamento de ancoragem utilizado em embarcações do tipo FPSO. Por ele passam as diversas tubulações que conectam os poços à plataforma. Ao concentrá-las num único ponto de entrada, o FPSO pode girar no próprio eixo para manter o alinhamento ao vento e à correnteza, sem, por exemplo, emaranhar os cabos e tubulações a ela conectados.

Saiba mais sobre essas tecnologias no vídeo abaixo:

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