Antártida, uma vasta reserva de conhecimento

Uma jornada desafiadora em busca de conhecimento. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.

Deserta à primeira vista, a Antártida reserva um imenso potencial para descobertas científicas. Por isso, desde o final do século XIX, uma verdadeira jornada pelo conhecimento tem sido empreendida rumo ao polo sul, hoje base de pesquisadores de vinte e nove países, incluindo o Brasil.

Pesquisador realizando coleta de neve superficial. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.

O PROANTAR, Programa Antártico Brasileiro, foi iniciado em 1982 e, desde 1984, mantém no continente a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), base de pesquisas operada pela Marinha do Brasil. Sabemos que o avanço científico não ocorre sem colaboração, portanto temos contribuído com a energia que move os navios, helicópteros e os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) destacados para transportar pesquisadores em suas missões por esse inóspito território.


Vista aérea da EACF. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.
Avião da Força Aérea Brasileira. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.
Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.

As características da região demandam combustíveis adaptados às baixas temperaturas e capazes de manter suas propriedades sem alterações até cerca de 40 graus negativos. Produzidos na Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e na Refinaria Gabriel Passos (REGAP), esses combustíveis garantem também o bom funcionamento dos geradores de energia elétrica da estação.

Durante a condução de seus estudos, os pesquisadores do PROANTAR devem seguir estritamente as diretrizes do Protocolo de Madri, o qual estabelece procedimentos que visam proteger a flora e a fauna da região, bastante suscetíveis aos efeitos das mudanças climáticas. Destaque para o manejo ambiental realizado na EACF, o qual inclui o tratamento de dejetos e a retirada de todo o lixo produzido.

Gaivota-rapineira-do-sul. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.
Foca-de-weddell. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.
Pinguins: animais ameaçados pelo degelo polar. Crédito: Arquivo Marinha do Brasil.