Conheça a história do nosso primeiro FPSO

P-34 operando no campo de Barracuda, na bacia de Campos.

Se hoje somos referência mundial na produção de petróleo em águas profundas, isso tem muito a ver com um tipo de navio-plataforma. Capazes de produzir, armazenar e transferir petróleo, os FPSOs (unidades de produção, armazenagem e transferência de petróleo) foram essenciais para desenvolver a nossa produção e, mais recentemente, a do pré-sal. Não há outro tipo de plataforma operando naquela área.

Somos os maiores operadores desse tipo de unidade na indústria offshore e fomos os principais responsáveis por sua consolidação mundial, mas você sabe qual foi o nosso primeiro FPSO? Nossa primeira plataforma desse tipo foi a P-34, aposentada ano passado. A formalização internacional do termo “FPSO” é de 1992, mas bem antes disso, com o nome de PP-Moraes, ela já produzia, armazenava e transferia petróleo.

Adaptado no fim dos anos 70, a unidade iniciou a operação na Bacia de Campos, nos anos 80, no campo de Garoupa. Nessa época, esse “avô” dos atuais FPSOs seguia regras aplicáveis à navios, precisando retornar ao porto para vistorias após poucos anos, o que limitava muito seu uso.

Depois disso, essa unidade pioneira produziu, modernizada, nos campos de Albacora e Barracuda, em profundidades cada vez maiores, já na década de 90. Com sua capacidade aumentada e rebatizado de P-34, foi ainda o primeiro a produzir no pré-sal, em 2008, no campo de Jubarte, no Espírito Santo. Haja pioneirismo!

Antes de sonhar em ser o primeiro FPSO, ele se chamava Presidente Juscelino.
Em Garoupa, nos anos 80, a produção do PP-Moraes utilizava uma torre articulada.
PP-Moraes no estaleiro se transformando na P-34, oficialmente um FPSO.
Primeiro óleo da P-34 no pré-sal, no campo de Jubarte, em 2008.