Do bambu à bolinha: as mudanças na maneira de escrever

Objeto corriqueiro no dia a dia, a caneta esferográfica foi uma verdadeira revolução de costumes ao mudar completamente o modo de colocar as ideias no papel. A partir da década de 1930, ela tornou obsoletos modelos que faziam muita sujeira, como as canetas-tinteiro. A inspiração para seu funcionamento, no entanto, foi inusitada.

No livro Ballpoint: A Tale of Genius and Grit, Perilous Times, and the Invention that Changed the Way We Write (sem edição em português), consta que, em um dia chuvoso, o jornalista húngaro László Bíró observava algumas crianças brincando com bolinhas de gude. Ele notou que uma das esferas deixou um rastro no chão após passar sobre uma poça de água. Com a ajuda de seu irmão, o químico György Bíró, ele desenvolveu a caneta esferográfica e apresentou a invenção na Feira Internacional de 1931, em Budapeste (Hungria).

Ao ser vendida pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1945, houve uma fila de compradores, mesmo que cada caneta custasse mais que U$ 150. Sua patente foi comprada pelo italiano Marcel Bich, que lançou suas primeiras esferográficas em 1950, a 50 centavos de francos da época e com refil, popularizando o “gadget”. Abaixo, mostramos sua evolução no decorrer do tempo.


Nos próximos artigos, traremos mais curiosidades a respeito da história de outras invenções, como a direção automotiva e o drone submarino. Acompanhe essa jornada também em nossas redes sociais!